Mostrando postagens com marcador catherine zeta-jones. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador catherine zeta-jones. Mostrar todas as postagens

domingo, 8 de janeiro de 2023

O Amor Custa Caro (Intolerable Cruelty, 2003)

O Amor Custa Caro (Intolerable Cruelty, 2003). Dir: Joel e Ethan Coen. Netflix. Nunca havia visto este filme dos irmãos Coen que, com razão, é considerado um dos mais fracos da dupla. É uma comédia romântica com bom elenco e alguns momentos engraçados (a cena do assassino asmático é sensacional), mas nada memorável.

George Clooney é um advogado especialista em divórcios. Catherina Zeeta-Jones é especialista em se divorciar de homens ricos. O roteiro é bem episódico e mostra como Clooney a derrota em um caso impossível de vencer, no tribunal; em seguida, Zeeta-Jones dá o troco se casando (e se divorciando) de um milionário do ramo do petróleo. Clooney fica obcecado por ela e, claro, se apaixona. Ela também se apaixona por ele... ou será que não? O final deixa bastante a desejar. Fotografia do grande Roger Deakins, colaborador habitual da dupla. Esquecível. Tá na Netflix.

terça-feira, 26 de março de 2013

Linha de ação

"Linha de ação" não é um filme fácil de julgar. Certamente não é nenhuma obra-prima e está longe de ser original, mas o elenco é sólido e cheio de estrelas como Russell Crowe ("Intrigas de Estado"), Mark Wahlberg ("O Vencedor") e Catherine Zeta-Jones. O roteiro, para um filme com um título brasileiro genérico como este (na linha de "Conduta de risco", o que isso significa?) é bem mais complicado do que precisaria ser, pecando por excesso. Wahlberg é Billy Taggart, um "tira" de Nova York que mata um suposto estuprador a sangue frio e é levado a julgamento. Uma manobra política o livra da condenação, mas ele fica devendo um favor ao prefeito Nick Hostetler (um Russell Crowe bem exagerado), que a cobra sete anos depois: em plena campanha política, Hostetler contrata Taggart para seguir a primeira dama, que supostamente está tendo um caso.

A tocaia à mulher do prefeito, interpretada por Catherina Zeta-Jones, é feita com todas aquelas cenas que você já viu em dezenas de outros filmes, como um carro seguindo outro pelo trânsito de Nova York, o detetive tirando fotos da "vítima" de longe, etc, mas estas cenas, apesar de previsíveis, são suficientemente bem feitas para manter a atenção. O roteiro até dá ao personagem de Wahlberg uma fiel assistente, como naqueles filmes clássicos de detetives, interpretada pela israelense Alona Tal. Os dois descobrem que a primeira dama, de fato, está vendo outro homem, que é ninguém menos que o coordenador da campanha do adversário de Crowe à prefeitura de Nova York.

O filme é dirigido por Allen Hughes (que fez o interessante "O Livro de Eli" em 2010), e consegue manter a trama interessante até a metade do filme. É no roteiro de Brian Tucker que "Linha de ação" derrapa, principalmente do meio para o final. O que poderia ser um bom thriller policial tenta se tornar um filme político, com subtramas confusas sobre exploração no mercado imobiliário, um assassinato mal explicado e  há até a sugestão de temas como inclusão sexual. Sem falar em outra subtrama desnecessária que envolve a namorada de Wahlberg, uma atriz iniciante chamada Natalie (a caliente Natalie Martinez) que está lançando seu primeiro filme independente, o que provoca uma cena de ciúmes no personagem de Wahlberg.

Apesar de tudo isto e dos vários furos no roteiro, "Linha de Ação" até certo ponto funciona, sendo melhor indicado para uma sessão em casa, no DVD.