O filme é dirigido por Allen Hughes (que fez o interessante "O Livro de Eli" em 2010), e consegue manter a trama interessante até a metade do filme. É no roteiro de Brian Tucker que "Linha de ação" derrapa, principalmente do meio para o final. O que poderia ser um bom thriller policial tenta se tornar um filme político, com subtramas confusas sobre exploração no mercado imobiliário, um assassinato mal explicado e há até a sugestão de temas como inclusão sexual. Sem falar em outra subtrama desnecessária que envolve a namorada de Wahlberg, uma atriz iniciante chamada Natalie (a caliente Natalie Martinez) que está lançando seu primeiro filme independente, o que provoca uma cena de ciúmes no personagem de Wahlberg.
terça-feira, 26 de março de 2013
Linha de ação
O filme é dirigido por Allen Hughes (que fez o interessante "O Livro de Eli" em 2010), e consegue manter a trama interessante até a metade do filme. É no roteiro de Brian Tucker que "Linha de ação" derrapa, principalmente do meio para o final. O que poderia ser um bom thriller policial tenta se tornar um filme político, com subtramas confusas sobre exploração no mercado imobiliário, um assassinato mal explicado e há até a sugestão de temas como inclusão sexual. Sem falar em outra subtrama desnecessária que envolve a namorada de Wahlberg, uma atriz iniciante chamada Natalie (a caliente Natalie Martinez) que está lançando seu primeiro filme independente, o que provoca uma cena de ciúmes no personagem de Wahlberg.
terça-feira, 25 de setembro de 2012
Ted
terça-feira, 25 de janeiro de 2011
O Vencedor
Filmes de boxe seguem uma fórmula. É a clássica história do derrotado que tem que lugar contra seus problemas pessoais, sua família, seu físico e, no final, contra um oponente de carne e osso. É terreno fértil para o drama e para os clichês. O que, então, faz de "O Vencedor" um filme a ser visto? Em primeiro lugar, o elenco, em especial o britânico Christian Bale, famoso por se entregar de corpo e alma aos pergonagens que interpreta. Bale ganhou o Globo de Ouro de Melhor Ator Coadjuvante em Drama neste ano e pode repetir o feito no Oscar, ao qual foi indicado. Ele interpreta Dicky Eklund, um viciado em crack que é uma lenda na pequena cidade em que vive por sua carreira como boxeador. Ele chegou a derrubar o lendário Sugar Ray Leonard, embora alguns digam que Leonard teria tropeçado.sexta-feira, 13 de junho de 2008
Fim dos Tempos
A musa criativa parece ter abandonado M. Night Shyamalan nos últimos anos. O diretor, roteirista e produtor que surgiu praticamente do nada para uma indicação ao Oscar e grande sucesso com "O Sexto Sentido", em 1999, vem acumulando uma série de fracassos. Gostei bastante dos filmes que seguiram "O Sexto Sentido", como "Corpo Fechado" (Unbreakable, 2000) e "Sinais" (Signs, 2002). Shyamalan mostrava criatividade nos roteiros e grande domínio no terreno dominado pelo mestre Alfred Hitchcock, o suspense. "Sinais", principalmente, é um filme feito praticamente só de suspense, baseado em boas interpretações e um belo roteiro. Com "A Vila" (The Village, 2004), o namoro do diretor com público e crítica começou a se romper. Eu acho a primeira parte do filme magnífica, com ótimas interpretações, grande suspense e maravilhosa trilha de James Newton Howard. Mas a parte final desagradou a muita gente, com certas "surpresas" reveladas de forma capenga e um final duvidoso. Mas as críticas tocaram forte no diretor e ele resolveu se "vingar" com seu próximo filme, "A Dama da Água" (Lady in the Water, 2006), em que abertamente ataca os críticos de cinema criando um personagem caricato e, mostrando falta de modéstia, escalando a si mesmo para um dos papéis mais importantes (ou auto-importantes) do filme. Foi mais um fracasso.E ele insiste em criar pequenos "incidentes" no roteiro que serviriam para humanizar os personagens mas que, no fundo, apenas tiram o foco da história e soam, a bem da verdade, um pouco ridículos. Por exemplo, a esposa de Elliot não só sofre de algum tipo de paranóia e síndrome de pânico, mas também recebe ligações misteriosas no celular de um tal de "Joey" que, no fundo, foi apenas um colega de trabalho com quem ela jantou uma vez. Para que criar esta história paralela se ela não vai ser aproveitada pelo roteiro? E o que dizer de outra história paralela lançada no início do filme, de que as abelhas teriam simplesmente desaparecido sem deixar vestígios?
Há certas cenas criadas com o objetivo de fazer rir mas que provocam o efeito contrário. Mark Wahlberg, por exemplo, tenta convencer um homem dentro de uma casa que ele é "real" cantando uma musiquinha sem motivo aparente. Em outra cena, acredite, ele começa a conversar com uma planta. E para quem criou personagens infantis tão interessantes em O Sexto Sentido, Corpo Fechado e Sinais, Shyamalan poderia ter se esforçado mais no personagem da garotiha adotada por Elliot e a esposa.

