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quinta-feira, 20 de outubro de 2022

O Senhor dos Anéis: Os Anéis de Poder (The Lord of the Rings: The Rings of Power, 2022)

 
O Senhor dos Anéis: Os Anéis de Poder (The Lord of the Rings: The Rings of Power, 2022). Amazon Prime Video. Já havia comentado sobre esta série no Facebook, elogiando o belo visual e a escala gigante do projeto. Isso ainda é verdade mas, confesso, não foi fácil chegar ao final dos longos oito episódios desta primeira temporada. "Os Anéis do Poder" é supostamente a série de TV mais cara de todos os tempos, com um orçamento próximo de 1 bilhão de dólares. Ela foi claramente pensada para ser o "novo Game of Thrones", série da HBO que foi um sucesso gigantesco até um final atrapalhado que deixou os fãs chateados. Curioso que a mesma HBO tenha lançado, praticamente ao mesmo tempo, uma série derivada de "Game of Thrones", "A Casa do Dragão", que é mais popular que a série dos "Anéis" da Amazon.


Afinal, "Os Anéis do Poder" é boa ou ruim? Diria que não é nem uma coisa nem outra; o que é uma pena. Minha experiência, ao ver a série, foi um misto de admiração pela bela direção de arte, os figurinos, a fotografia cinematográfica e o "jeitão" de cinema. Por outro lado, confesso que nunca consegui chegar ao final de um episódio começado tarde da noite... eu dormia mesmo, rs. Terminados os 8 episódios, não consigo me lembrar de nada que tenha realmente me marcado, ou de algum personagem que me despertou muita curiosidade. Os vários "núcleos" de personagens não são muito bem amarrados. Meu favorito, talvez, seja o "núcleo" dos anões em Khazad-dûm, e a relação entre Durin (Owain Arthur) e Elrond (Robert Aramayo).

Já a Galadriel interpretada por Morfydd Clark está longe da nobreza de Cate Blanchett, que interpretou a mesma personagem nos filmes de Peter Jackson. Clark é bonita, mas a personagem é muito mal escrita; para uma elfa com séculos de vida, Galadriel se comporta como uma criança sem paciência em diversos momentos da trama. Ela está em pé de guerra com todos à sua volta, o tempo todo, e o roteiro frequentemente derrapa (ou enrola) quando tem que lidar com ela. Há um núcleo "Hobbit" (sim, sei que não são hobbits) que é mais interessante. Gostei da personagem de Nori (Markella Kavenagh), uma "pé-peludo" que encontra um personagem misterioso na forma de um gigante que (literalmente) caiu dos céus (interpretado por Daniel Weyman).

Talvez a série fosse melhor se não se levasse tão a sério; tudo é muito lento e "pomposo". Diversos episódios têm mais de uma hora de duração. Os personagens não têm diálogos uns com os outros, mas sim longos discursos acompanhados por uma música melosa. Cansa. A Amazon já está produzindo a segunda temporada e li que os criadores planejam fazer cinco temporadas no total. Vamos ver se eles (e o público) têm fôlego para isso. Disponível na Amazon Prime Video.

terça-feira, 2 de julho de 2013

Game of Thrones - 3ª Temporada

Passado quase um mês da exibição do capítulo final da terceira temporada de "Game of Thrones", imagino que quem estava interessado na série já a assistiu. Para quem não viu ainda, fica o aviso de que o texto a seguir contém vários SPOILERS, ou seja, detalhes sobre o enredo e o destino dos personagens.

A terceira temporada de "Game of Thrones", ao contrário das duas anteriores, não segue inteiramente um livro de George R. R. Martin, autor da série "As Crônicas de Gelo e Fogo". O terceiro livro da saga, "A Tormenta de Espadas" ("A Storm of Swords"), foi considerado muito longo pelos produtores D.B. Weiss e David Benioff e dividido em duas temporadas. São dez episódios com quase uma hora de duração, em uma superprodução da HBO ao custo aproximado de 50 milhões de dólares. Há muito a HBO é reconhecida por ser um reduto de filmes e séries adultas na televisão americana. Enquanto os filmes de Hollywood sofrem por terem que atingir um público cada vez maior (o que resulta em uma infantilização crescente), a HBO ousa em produtos que abusam na quantidade de cenas de violência, nudez e sexo. E poucas séries têm tanta violência, nudez e sexo como "Game of Thrones".

A terceira temporada representa também um grande avanço em termos visuais. É visível

quarta-feira, 19 de junho de 2013

James Gandolfini (1961-2013)

Morreu o grande ator de TV e cinema americano James Gandolfini.

Gandolfini se tornou conhecido mundialmente ao interpretar o mafioso Tony Soprano na série da HBO "Família Soprano", que estreou na TV americana em 1999 e teve seis temporadas. A série, criada por  David Chase, era fortemente influenciada pelo cinema de Martin Scorsese, em particular pelo filme "Os Bons Companheiros", que mostrava uma visão bem realista do submundo do crime nos arredores de Nova York. Ao contrário do glamour dos mafiosos de "O Poderoso Chefão", de Francis Ford Coppola, os criminosos de Scorsese e da "Família Soprano" eram pessoas comuns, lidando com os problemas do dia a dia.

Gandolfini conseguiu fazer de Tony Soprano um homem ao mesmo tempo ameaçador e vulnerável, asqueroso e simpático. No cinema, contracenou com Robert Redford em "A Última Fortaleza" (Rod Lurie, 2001), em que interpretava o cruel diretor de uma prisão militar. Esteve também em "A Mexicana" (Gore Verbinski, 2001), com Julia Roberts e Brad Pitt. Também fez a voz do monstro Carol no infantil "Onde Vivem os Monstros" (Spike Jonze, 2009), entre dezenas de outros papéis.

Era um ator de grande talento. Morreu na Itália, aos 51 anos, de um ataque cardíaco.