Mostrando postagens com marcador carrie coon. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador carrie coon. Mostrar todas as postagens

sábado, 25 de março de 2023

 
O Estrangulador de Boston (Boston Strangler, 2023). Dir: Matt Ruskin. Star+. Filme policial baseado na história real de uma série de crimes acontecidos em Boston nos anos 1960. Um estrangulador atacava mulheres sozinhas, convencendo-as a entrar no apartamento fingindo ser um zelador ou técnico de manutenção. Os crimes atraíram a atenção de uma repórter do jornal Record American, Loretta McLaughlin (Keira Knightley), que até então só escrevia "matérias femininas". Com a ajuda de outra repórter, Jean Cole (Carrie Coon, sempre competente), Loretta encontrou ligações entre os crimes que haviam escapado à polícia de Boston.

O filme é claramente influenciado pelo trabalho de David Fincher em "Zodíaco" e na série "Mindhunter". As cores são discretas e a fotografia é sombria. Falta ao diretor (Matt Ruskin), porém, o talento e a ousadia de Fincher em deixar o espectador mais desconfortável. Apesar de tenso, "O Estrangulador de Boston" é bem mais tranquilo de se assistir do que "Zodíaco" (e nem vou falar de "Seven"). As ações do estrangulador quase não são vistas, a não ser por breves cenas no início. A falta de identificação com as vítimas (anônimas) também não ajuda muito o roteiro. O que falta em roteiro, porém, é compensado pelo bom elenco; Knightley e Coon são acompanhadas por um bom grupo de coadjuvantes como Chris Cooper (como o diretor de redação) e Alessandro Nivola (como um policial). Disponível na Star+.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2022

Ghostbusters: Mais Além (Ghostbusters: Afterlife, 2021)

 

Ghostbusters: Mais Além (Ghostbusters: Afterlife, 2021). Dir: Jason Reitman. Claro que este filme está calcado na nostalgia. Isso pode ser encarado de forma cínica ("estamos aqui só para ganhar o dinheiro dos fãs") ou não. Jason Reitman, o diretor e co-roteirista, é filho do diretor do original, Ivan Reitman, e declarou que o filme era uma homenagem ao trabalho do pai. Acho que há um pouco dos dois. O fato é que eu me diverti mais do que estava esperando, o que é ótimo.


Primeira surpresa... Carrie Coon? Ok, se o filme original tinha Sigourney Weaver, este também tem uma atriz e tanto no elenco; Coon faz o papel de Callie, uma mãe divorciada com dois filhos adolescentes que tem que se mudar para uma fazenda no meio do nada porque ela está falida. O pai dela, aos poucos ficamos sabendo, era Egon Spengler (Harold Ramis), um dos "caça-fantasmas" originais. Um dos acertos desta versão foi mudar o cenário urbano de Nova York dos outros filmes para uma paisagem rural. Finn Wolfhard (de Stranger Things) e Mckenna Grace são os adolescentes. Grace interpreta Phoebe, uma precoce garota de 12 anos que é nerd e acha ciência o máximo. O elenco ainda tem o garotão (de 52 anos) Paul Rudd como um sismólogo que está estudando estranhos terremotos que acontecem por ali.

Acho que a nostalgia de Reitman tem mais a ver com os filmes de Spielberg do que com "Ghostbusters", na verdade. Os garotos investigando fenômenos paranormais pela cidadezinha me lembraram filmes como "Os Goonies" ou mesmo "E.T." (recentemente, "Stranger Things" surfou na mesma onda). De vez em quando a gente é lembrado que esta é uma continuação de "Ghostbusters" e alguma referência é jogada na tela... armadilhas para fantasmas, o carro original, "mochilas de protons", etc. Apesar de gostar bastante do filme original de 1984, é fato que o roteiro era uma bagunça e a parte final, que envolvia cães "demoníacos" enviados por um deus sumério e referências "bíblicas" ao fim do mundo, cá entre nós, era uma grande bobagem; isso acontece exatamente igual aqui.

O ato final é praticamente uma recriação do final de "Ghostbusters" e, estranhamente, é o mais fraco. O filme é melhor quando foca nas relações familiares. É até uma surpresa quando os atores originais finalmente dão as caras e até me pergunto se eles eram necessários (há, porém, uma boa homenagem a Harold Ramis, que morreu em 2014). Há duas cenas pós créditos que prometem continuações desnecessárias, mas que você sabe que vão acontecer. Nos cinemas.

quarta-feira, 21 de abril de 2021

O Refúgio (The Nest, 2020)

O Refúgio (The Nest, 2020). Dir: Sean Durkin. Amazon Prime. Tentei fugir um pouco dos filmes depressivos do Oscar e dei play neste filme na Amazon Prime... e é outro filme depressivo de 2020! Rs. Mas é bastante bom. Passado nos anos 80, "O Refúgio" retrata a decadência de uma família que tinha tudo para dar certo, mas é bastante disfuncional. Jude Law é Rory O'Hara, um executivo que mora em uma bela casa em Nova York com a esposa Allison (a grande Carrie Coon), que dá aulas de equitação. Eles têm um casal de filhos bonitos e tudo parece bem. Um dia Jude Law chega para a esposa e diz que tem uma "grande oportunidade" em Londres. Ele é charmoso e convincente, mas a esposa parece meio cansada; "é a quarta mudança em dez anos", ela diz.

Eles se mudam para a Inglaterra e o personagem de Law aluga um verdadeiro castelo no campo ("o Led Zeppelin gravou um álbum aqui"), onde ele promete à esposa que ela pode abrir um haras; os filhos são matriculados em escolas caras. Pequenos detalhes mostram que as aparências podem enganar. A mulher esconde o próprio dinheiro em caixas que ela espalha pela casa. Os cheques do marido começam a voltar. Ele só se preocupa com o trabalho e as aparências; ela é obcecada pelo cavalo. Os filhos são deixados para trás.

É tão fascinante (ou triste) como assistir a um incêndio. Você sabe que vai acabar mal, mas não tira os olhos da tela. Jude Law é sempre bom, e neste filme não é diferente. Carrie Coon é uma camaleoa, ótima atriz que desaparece em seus personagens (ela é a irmã de Ben Affleck em "Garota Exemplar", ou a mãe do garoto na segunda temporada de "The Sinner"). Ela se entrega totalmente a uma personagem que é vítima da ambição do marido, mas não é totalmente inocente. A recriação de época é muito boa e Londres ainda não tinha os "marcos" com os quais associamos à cidade hoje, como a London Eye (a grande roda gigante) ou o prédio em formato de "ovo" do centro financeiro. A trilha sonora toca sucessos da época e os telefones são fixos. O que não muda é a vontade de alguns de viver além dos seus meios e dar um passo maior que a perna. Disponível na Amazon Prime.