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domingo, 10 de abril de 2022

All the Old Knives (2022)

All the Old Knives (2022). Dir: Janus Metz. Amazon Prime Video. Filme de espionagem romântico (ou vice versa), estrelado por Chris Pine e Thandiwe Newton (e bom elenco, como Laurence Fishburne e Jonathan Price). A trama tem umas reviravoltas questionáveis mas, no geral, é um bom filme. Pine e Newton são dois agentes da CIA em Viena. Um avião é sequestrado por terroristas e todos a bordo são mortos. Oito anos depois, a CIA recebe a informação de que haveria um informante na equipe, e Chris Pine é enviado aos EUA para questionar a ex-amante (Thandiwe Newton). Os dois se encontram para um "jantar romântico" em um restaurante afastado e o filme se desenrola a partir da conversa entre os dois e muitos flashbacks.

O ritmo é bem lento e há várias idas e vindas no tempo. Os atores são vistos com cortes de cabelo diferentes, dependendo da época, mas nem sempre é fácil saber em que ano estamos. Há um bom nível de tensão gerado pelo encontro, uma mistura de saudade e desconfiança. Quem teria traído quem, e por quê? Ou eles são parte de um jogo maior? Como disse, há umas reviravoltas e revelações nos minutos finais que são questionáveis (há uma cena que depende de grandes coincidências para funcionar). Há uma boa "química" entre Pine e Newton e algumas cenas "quentes" entre os dois. Uma linha tênue, porém, separa o filme de espionagem do novelão. Disponível na Amazon Prime Video.

quarta-feira, 19 de maio de 2021

A Colônia (The Colony, 2013). Dir: Jeff Renfroe. Amazon Prime. Filme B de ficção científica canadense cujo elenco pode até ser um atrativo, mas o roteiro é genérico e desinteressante. Em um futuro próximo, o planeta está coberto por gelo e os últimos sobreviventes vivem em colônias subterrâneas. Laurence Fishburne e o saudoso Bill Paxton são os líderes de uma dessas colônias, mas o herói do filme é vivido pelo desconhecido Kevin Zegers.

Eles recebem um sinal de socorro de uma colônia vizinha e vão investigar. Grande parte dos cenários é claramente criado em computação gráfica e há cenas que lembram um videogame. As sequências passadas na outra colônia lembram dezenas de outros filmes de suspense e terror. Dispensável. Disponível na Amazon Prime.
 

Inferno Vermelho (Red Heat, 1988)

Inferno Vermelho (Red Heat, 1988). Dir: Walter Hill. Netflix. Bobagem divertida do final da Guerra Fria, nos anos 80, com Arnold Schwarzenegger interpretando um policial soviético chamado Ivan Danko. Ele vai para Chicago atrás de um traficante da Geórgia, Victor (Ed O´Ross), que havia matado o parceiro dele. É um "buddy cop movie", aquele gênero em que dois policiais que não se dão bem são obrigados a cumprir uma missão juntos (e acabam se tornando amigos). O parceiro, no caso, é interpretado por James Belushi, um "tira" de Chicago chamado Art. Americano e russo, então, se juntam para pegar o traficante.

Schwarzenegger estava no auge da carreira e, dentro das limitações, fazia bem esses papéis calados de androides, bárbaros ou policiais soviéticos. James Belushi (irmão do falecido John) fica soltando aquelas piadinhas da época. O diretor, Walter Hill, já havia feito um "buddy movie" antes, "48 Horas", com Eddie Murphy e Nick Nolte. Curioso ver, no resto do elenco, Laurence Fishburne (como Larry Fishburne) como um policial certinho e Gina Gershon, novinha, como a namorada americana do traficante. Tiros, explosões, perseguições a pé, de carro e até de ônibus, violência, nudez gratuita, trilha sintetizada de James Horner e tudo o que se espera de um filme policial dos anos 80, rs (mas é divertido). Tá na Netflix.