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quarta-feira, 20 de abril de 2016
Batman vs Superman: A Origem da Justiça (2016)
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sexta-feira, 31 de janeiro de 2014
Jesse Eisenberg será Lex Luthor
Depois da polêmica escolha de Ben Affleck como Batman (apesar dos rumores em contrário), a Warner agora testa o público com a escolha de Jesse Eisenberg ("A Rede Social", "Truque de Mestre") para ser o grande inimigo do Superman, Lex Luthor, na continuação do filme "O Homem de Aço". A informação é da Variety.
O personagem foi interpretado muito bem pelo grande Gene Hackman nos filmes do Superman com Christopher Reeve e havia rumores de que Bryan Cranston (da série Breaking Bad) o faria agora. No entanto, Warner parece estar procurando por um elenco mais jovem.
O inglês Jeremy Irons ("Trem Noturno para Lisboa") foi escalado para viver o mordomo Alfred, o mentor do Homem-Morcego (nos filmes de Christopher Nolan, Alfred foi interpretado por Michael Caine).
sexta-feira, 12 de julho de 2013
O Homem de Aço
A cena mais interessante de "O Homem de Aço", infelizmente, é breve. A icônica figura do Superman é vista algemado e escoltado por soldados. Este é um ser com poderes quase infinitos que, em um momento que poderia ser chamado de "nobreza", decide se entregar à Humanidade. Ele saiu do esconderijo onde se manteve por 33 anos (a "idade de Cristo", em uma das várias referências religiosas do filme) em resposta à chegada à Terra do louco General Zod (Michael Shannon, de "Foi apenas um sonho", 2008). Mas estou me adiantando.
quinta-feira, 6 de junho de 2013
Novo trailer de "O Homem de Aço" é lançado
"O Homem de Aço" ("Man of Steel"), filme do diretor Zack Snyder ("300", "Watchmen") tem novo trailer lançado.
O filme, produzido por Christopher Nolan, faz um "reboot" na história de um dos heróis mais famosos da D.C. Comics. "Superman" já foi interpretado nos cinemas por Christopher Reeve em 1978 (e outras três ocasiões) e por Brandon Routh em 2006, além de diversas séries de TV e animações. A versão de Snyder, por influência de Nolan, aparenta ser mais sombria e séria. No elenco, Russell Crowe, Kevin Costner, Amy Adams, Laurence Fishburne e, na pele do Homem de Aço, o britânico Henry Cavill.
"O Homem de Aço" estréia em julho no Brasil.
sábado, 28 de março de 2009
Watchmen
Sempre que se faz uma adaptação de um livro ou HQ para cinema há quem diga que o material original era melhor. Que a forma escrita tem mais possibilidades de descrever os estados de alma dos personagens ou clarificar partes da trama que a tela do cinema não consegue. Quando o material original é uma HQ, a transcrição fica teoricamente mais fácil, pois o suporte original já é visual, quase um storyboard pronto para ser filmado. Ainda assim, quando se trata de uma graphic novel extensa e profunda como "Watchmen" (escrita por Alan Moore e desenhada por David Gibbons) , a contraparte cinematográfica pode sair prejudicada. O debate tem sua razão de ser, embora não seja muito útil. Livro é livro e filme é filme. O melhor, talvez, seja se aproximar da forma cinematográfica sem ter conhecimento do material original. Foi meu caso em Watchmen. Sem ter lido os quadrinhos, pude ver o filme sem preconceitos e de um ponto de vista puramente cinematográfico. O resultado foi um filme extremamente bem feito, profundo e até perturbador. Uma história de super-heróis de adultos para adultos, com quase três horas de duração, o que pode explicar a recepção morna nas bilheterias. Watchmen é passado em uma versão alternativa de 1985. Os Estados Unidos, como na "vida real", estão em plena Guerra Fria contra a União Soviética, mas com mudanças importantes. Vigilantes fantasiados existiam desde o começo do século e tiveram papel crucial em momentos históricos como a II Guerra Mundial, a administração Kennedy e, principalmente, na Guerra do Vietnam que, neste mundo paralelo, foi vencida pelos EUA. A "arma" principal dos americanos existe na forma de um musculoso homem azul chamado Dr. Manhattan (em referência ao Projeto Manhattan, que criou a bomba atômica). Ele é o único super-herói com poderes reais, adquiridos durante um acidente com uma experiência nuclear na década de 1950. Quando o Dr. Manhattan interfere no Vietnam, como uma espécie de gigantesco "deus" que pulveriza o inimigo de forma fria e precisa, os vietnamitas se renderam. Mas, assim como a bomba atômica não garantiu a paz mundial, a existência do Dr. Manhattan (Billy Crudup) também não, e o mundo de 1985 está em vias de ser destruído por uma hecatombe nuclear. Os Vigilantes, declarados ilegais pelo presidente Nixon, estão assustados pelo assassinato do Comediante (Jeffrey Dean Morgan), um de seus principais membros. O enigmático Rorschach (Jackie Earle Haley) começa uma investigação que alerta os outros Watchmen, o "Coruja" (Patrick Wilson), Ozymandias (Matthew Goode) e Espectra (Malin Ackerman).
Lançada em 12 volumes entre os anos de 1986 e 1987, "Watchmen" foi uma das mais importantes graphic novels do gênero. Alan Moore partiu de influências como 1984, de George Orwell, e de toda uma mitologia pré-existente no mundo dos quadrinhos para criar um universo sombrio e profundo, em que os super-heróis também sofrem os problemas de todo ser humano de carne e osso. A adaptação cinematográfica levou longos anos para finalmente ver a luz do dia, passando por dezenas de diretores e roteiristas diferentes. Quando Zack Snyder lançou a fantástica adaptação de "300" para o cinema, seu nome foi escolhido para lidar com "Watchmen". O filme é um espetáculo não só visual mas sonoro. Uma seleção musical inspirada (coisa que os quadrinho não poderiam passar) dá nuances extras ao roteiro e é composta por canções como "The Times are A-Changing'", de Bob Dylan, "All Along the Watchtower", de Jimi Hendrix e "Hallelujah", de Leonard Coen. Questão de gosto pessoal, a escolha mais inspirada foi a da trilha de "Koyaanisqatsi", de Philip Glass, para as sequências passadas em Marte. A música "alienígena" de Glass se ajusta perfeitamente ao visual extra-terrestre do planeta vermelho, habitado apenas pela figura estilizada do Dr. Manhattan.
Mas seria Watchmen uma obra datada? Durante a sessão em que estive presente, testemunhei pelo menos três casais adolescentes abandonando o filme em diferentes momentos. Teria o público jovem repertório para acompanhar o que se passa na tela? Eles sabem quem foi Richard Nixon, ou mesmo quem ganhou a guerra do Vietnam? Darren Aronofski, um dos diretores cotados para dirigir o longa, era de opinião de que a trama deveria ser transportada para os tempos atuais e substituir o Vietnam pela guerra do Iraque. Seria, claro, um "sacrilégio" para os fãs da série original, mas talvez a frieza com que o filme foi recebido nas bilheterias possa ser explicada pela falta de identificação dos jovens de hoje com os temas do filme.
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