segunda-feira, 7 de novembro de 2022
The Looming Tower (2018)
terça-feira, 7 de setembro de 2021
Quanto Vale (Worth, 2021)
Quanto Vale (Worth, 2021). Dir: Sara
Colangelo. Netflix. O filme vale pelas interpretações de Michael Keaton,
Stanley Tucci e Amy Ryan. Baseado na história de real dos acontecimentos após os
atentados de 11 de setembro de 2001, Keaton interpreta o advogado Ken Feinberg;
ele foi o responsável por chefiar uma comissão que iria determinar o valor das indenizações
que os sobreviventes e suas famílias receberiam do governo americano. A comissão
foi criada, também, para evitar que milhares de pessoas abrissem processo contra
as companhias aéreas usadas pelos terroristas para derrubar o World Trade
Center, em Nova York, e atacar o Pentágono, em Washington.
As melhores cenas envolvem o embate
entre Michael Keaton e Stanley Tucci (excelente), que interpreta Charles Wolf;
ele havia perdido a esposa no WTC e criado um grupo civil independente que não
concordava com os valores determinados pela comissão oficial. Quanto vale uma
vida? O valor da indenização deveria ser igual a todos ou variar dependendo da
riqueza (ou pobreza) da família da vítima? É possível colocar um valor
financeiro da perda de um pai, marido, esposa ou filho? O personagem de Michael
Keaton tenta ver tudo de forma racional e matemática enquanto que Stanley Tucci
quer que as vítimas sejam vistas como seres humanos, e não números.
O filme não chega a responder
direito a estas questões, mas, como disse, vale pelas interpretações. Amy Ryan
(sócia de Michael Keaton na firma de advocacia), entrevista pessoalmente dezenas
de vítimas e suas famílias e se envolve de forma mais pessoal com seus dramas. O
tema ainda é atual. Os atentados completam 20 anos este mês e centenas de
bombeiros ainda lutam para receber indenizações por doenças adquiridas durante
as operações de salvamento. Tá na Netflix.
sábado, 14 de fevereiro de 2015
Sniper Americano
No Iraque, o trabalho de Kyle era se posicionar no topo de prédios e matar friamente qualquer pessoa que ele julgasse uma ameaça aos comboios americanos. Ele é visto matando homens, mulheres e até crianças que, sempre, são mostrados por Eastwood como uma ameaça real, justificando, assim, as mortes. Kyle ganha o apelido de "Lenda" entre os companheiros pela impressionante quantidade de mortes inimigas. Chega a ser engraçado que um sniper iraquiano conhecido como "Mustafá" (Sammy Sheik) seja visto como um grande vilão por fazer exatamente a mesma coisa que Kyle faz, ou seja, matar covardemente, de longe, soldados inimigos.
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013
A hora mais escura
terça-feira, 21 de fevereiro de 2012
Tão Forte e Tão Perto
domingo, 26 de abril de 2009
O visitante
Curioso este momento de transição pelo qual passamos. Os oito anos de governo Bush deixaram um gosto amargo na política internacional dos EUA, única potência do mundo e mais xenofóbico e assustador do que nunca. A chegada de Barack Obama à Casa Branca vem carregada de esperança para o futuro, mas ainda há muita desconfiança entre os países do mundo e o fantasma do 11 de setembro ainda permanece na memória recente das pessoas. Com Bush ou sem, o fato é que há uma enorme desigualdade social no Brasil e no mundo, o que força cada vez mais as pessoas a fugirem de seus países em busca de uma vida melhor em outro lugar. E Nova York ainda mantém o posto não oficial de capital do mundo, com a Estátua da Liberdade dando boas vindas aos imigrantes famintos, desde que eles consigam fugir da imigração americana. É neste cenário que se passa "O Visitante", produção sensível escrita e dirigida por Thomas McCarthy.sexta-feira, 22 de agosto de 2008
Jogos do Poder
Outro dia falei aqui de "Leões e Cordeiros", de Robert Redford, e mencionei que lembrava algum episódio de "The West Wing", de Aaron Sorkin. Pois é, "Jogos de Poder" é um Sorkin "legítimo" e conta com uma equipe impressionante. O filme conta a história real de um congressista americano chamado Charlie Wilson (Tom Hanks), um mulherengo que dividia seu tempo entre o congresso em Washington e bordéis em Las Vegas, cercado de "strippers" e cocaína. Apesar deste caráter duvidoso, o filme mostra como Wilson, auxiliado por uma socialite de Houston (Julia Roberts) e um agente excêntrico da CIA (Philip Seymour Hoffman, excelente), ajudou a terminar com a Guerra Fria. Nos anos 80 a antiga União Soviética invadiu o Afeganistão e estava massacrando a população local com helicópteros e armamento pesado. A CIA tinha um orçamento anual de apenas 5 milhões de dólares para "operações especiais" (leia-se espionagem e sabotagem) no país. Wilson se interessa pela situação e pede para dobrar este orçamento, o que atrai a atenção de Joanne Herring (Julia Roberts), a 6a. mulher mais rica do Texas, que "encontrou Jesus" e quer tirar os comunistas do Afeganistão. Apesar de "religiosa", Joanne se envolve sexualmente com o mulherengo Wilson desde a primeira "reunião", e ambos decidem procurar ajuda para resolver o conflito no oriente. Usando os contatos de Joanne e contando com a ajuda do agente da CIA Gust Avrakotos, Wilson elabora um plano de fornecer armamento russo para os rebeldes afegãos contando com a ajuda de inimigos históricos como Israel e a Palestina. O armamento não pode ser americano porque, oficialmente, os Estados Unidos não estavam envolvidos no conflito. Extra-oficialmente, porém, os EUA elevaram cada vez mais o orçamento das operações secretas da CIA, chegando de 5 milhões anuais para até um bilhão de dólares. Com todo esse dinheiro, treinamento e armamento anti-helicópteros, os rebeldes afegãos conseguiram derrotar a União Soviética, que acabou ruindo alguns anos depois. A ironia é que estes afegãos, treinados pelos americanos, iriam se tornar o Taliban. quarta-feira, 13 de agosto de 2008
Leões e Cordeiros
Não é um filme “cinematográfico”, é verdade. São basicamente duas longas conversas entrecortadas por alguma ação. Em uma escola de Washington, o professor Stephen Malley (Robert Redford, que também dirige o filme) não está satisfeito com a performance de um aluno que, um dia, ele considerou brilhante. Ele é Todd Hayes (Andrew Garfield), um rapaz que tem boas notas, mas muitas faltas, e simplesmente perdeu o interesse nas aulas de Ciência Política ministradas por Malley. O professor lhe propõe um trato: ele não precisaria vir a mais nenhuma aula até o final do ano e ainda assim receberia nota “B” na média final. Ou então ele poderia decidir não faltar mais a nenhuma aula, mas teria que participar ativamente de todas elas, como costumava fazer. Por que ele perdera o interesse? O aluno explica que não tem mais esperança na política e que resolveu que iria apenas “fazer a sua parte”, pagar seus impostos, trabalhar e tirar proveito do que o país tivesse a oferecer, mas nada mais do que isso.
Enquanto isso, em outra parte de Washington, um senador republicano (Tom Cruise) chama para uma entrevista exclusiva a jornalista Janine Roth (Meryl Streep), com o objetivo de lhe passar uma nova estratégia militar que seria implementada pelo governo americano no Afeganistão. O que se segue é um longo debate entre os dois em que questões como a guerra do Iraque e o clima político pós 11 de setembro são discutidos. A nova estratégia consiste em usar um número menor de soldados no Afeganistão. Eles ocupariam as montanhas durante o inverno e teriam vantagem tática contra o Talibã quando o verão chegasse. A jornalista, que começou a carreira em plena Guerra do Vietnam, vê com desconfiança e sensação de “deja vu” tais táticas militares. Apesar da troca de gentilezas entre os dois, fica claro o clima tenso no ar, com acusações fundamentadas de ambos os lados. A jornalista levanta os vários erros militares cometidos no Iraque e as milhares de vidas perdidas. O político, por seu lado, pede para que ela se concentre no presente e a lembra de que a imprensa havia apoiado integralmente a ofensiva contra o Iraque.
Em uma terceira trama, acompanhamos a tática mencionada por Cruise sendo aplicada no Afeganistão. Mas nem tudo é simples como os engravatados em Washington imaginavam. Um helicóptero americano é atacado por uma bateria antiaérea no topo das montanhas geladas. Dois jovens soldados, Arian Finch (Derek Luke) e Ernest Rodriguez (Michael Pena), são jogados na neve lá embaixo. Os dois, ficamos sabendo através de flashbacks, foram alunos exemplares do professor Malley. As três histórias são entrecortadas durante todo o filme. Arian e Rodriguez eram alunos pobres que chamaram a atenção do professor durante um debate em classe, em que eles pregavam mais comprometimento por parte dos americanos para se criar uma sociedade melhor. Os outros alunos os chamaram de hipócritas, dizendo que eles também, no fundo, só estavam esperando a hora de entrar em uma boa universidade e ganhar dinheiro. Os dois resolvem provar seu comprometimento mostrando seus papéis de alistamento no exército. Redford não acredita que esta seja a melhor maneira de ajudar o país e tenta fazê-los mudar de idéia.
Tudo isso é discutido e debatido em longas conversas. Senti influência da série “The West Wing”, de Aaron Sorkin, famosa por conter debates políticos pelos corredores da Casa Branca. Repetindo, não é muito cinematográfico (a série, diga-se de passagem, era até mais dinâmica). Tudo se passa em duas salas em Washington (a sala do professor e o gabinete do senador) e na montanha gelada. Mas os pontos levantados são relevantes e é raro vê-los discutidos em um filme deste modo. Devemos simplesmente falar mal da política ou fazer algo a respeito? Há o que ser feito? O mundo aprendeu alguma coisa com as guerras do passado ou estamos repetindo os mesmos erros geração a geração? Pode não ser um filme muito “agitado”, mas vale pegar o DVD.
sábado, 19 de julho de 2008
Batman - O Cavaleiro das Trevas

O "fantasma" do 11 de setembro paira sobre o filme. O Coringa é chamado várias vezes de "terrorista" e certas cenas lembram o ataque que destruiu o World Trade Center. O próprio poster do filme (veja acima), me lembrou muito a imagem do avião invadindo as Torres Gêmeas (compare ao lado). O Coringa não está interessado em dinheiro. Como diz Alfred (o grande Michael Caine) a seu patrão, algumas pessoas só querem ver o circo pegar fogo. Heath Ledger desaparece na figura terrível do Coringa, cujas cicatrizes no rosto o deixam permanentemente com um sorriso macabro. A trilha sonora (de Hans Zimmer e James Newton Howard) criou uma nota distorcida que fica soando toda vez que o Coringa está em cena, e há a sensação de que algo ruim pode acontecer a qualquer momento. O tema do antagonismo, da existência de lados opostos e da escolha permeia todo o filme. O Coringa representa o próprio "Medo" encarnado, a existência de um mundo sem ética, moral ou regra de qualquer espécie. Há uma cena em que Batman está batendo nele, tentando tirar uma informação, e ele diz simplesmente que não há nada que ele possa fazer para assustá-lo, pois ele não conhece limites. Até Batman tem limites e regras, como foi visto no primeiro filme (quando Bruce Wayne, em seu treinamento no Oriente, se recusou a matar um homem desarmado).



