A série, claro, acaba focando mais nos americanos; os pilotos britânicos são vistos como arrogantes ou mesmo covardes (por só voarem à noite). Há meio episódio dedicado a aviadores negros que bombardeavam a Alemanha a partir da Itália e a série até dá crédito aos russos por liberarem parte da Alemanha. O Japão e as bombas atômicas, no entanto, não são mencionados. No mundo complicado e ambíguo de hoje, os nazistas ainda são os únicos inimigos universalmente odiados e ainda é seguro fazer filmes e séries em que os americanos são vistos acabando com eles. "Mestres do Ar" tem nove episódios e diretores como Cary Joji Fukunaga (007: Sem tempo para morrer, True Detective) e Tim Van Patten (Família Soprano, Game of Thrones). Disponível na Apple TV+.
sábado, 23 de março de 2024
Mestres do Ar (Masters of the Air, 2024)
segunda-feira, 29 de novembro de 2021
Tokyo Trial (2016)
segunda-feira, 30 de agosto de 2021
The Pacific (2010)
sábado, 28 de janeiro de 2017
Até o Último Homem (Hacksaw Ridge, 2016)
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015
Ida
domingo, 8 de fevereiro de 2015
O Jogo da Imitação
terça-feira, 5 de agosto de 2014
Império do Sol e o Cinema de Steven Spielberg
Garotos perdidos
A busca pela empatia
Esta busca pelos pais acaba se revelando também em uma grande carência afetiva, que Spielberg expressa em sua necessidade de se comunicar com a platéia. Há uma constante busca pela empatia do público, que Spielberg sabe manipular brilhantemente. Isso pode ser visto tanto quanto um elogio quanto um defeito, mas é inegável o talento do diretor em causar um efeito no espectador. Spielberg agora criar diálogos cinematográficos, seja na conversa musical entre os cientistas terrestres e os alienígenas em "Contatos Imediatos do Terceiro Grau", ou na ligação física que existe entre Elliot e E.T.. Já explorei esta característica dos personagens dos filmes de Spielberg no vídeo abaixo:
Império do Sol em três cenas
Esta carência e a busca pela família (e por ele próprio) podem ser vistas por toda longa e dura jornada do garoto Jim em "Império do Sol", mas é mais explícita em três cenas do filme.
O avião caído
Jim morava com a família em Shanghai na Concessão Internacional, território ocupado principalmente pelos britânicos na China desde o século 19. Spielberg ilustra as diferenças sociais e culturais entre os britânicos e os chineses em uma ótima cena que mostra vários carros de luxo levando os ingleses até uma festa à fantasia. Em meio ao trânsito caótico e ruas apilhadas de gente podemos ver os britânicos (vestidos como marinheiros, palhaços ou piratas) dentro de carros de luxo, alheios ao caos exterior. Jim é fascinado por aviões, principalmente os lendários caças japoneses "Zero", e leva um planador para a festa. Ele se afasta da casa e encontra um caça derrubado em um campo nos arredores. A cena, apesar de se passar no mundo "real", é claramente montada do ponto de vista fantasioso do menino. Ele ainda está com a família e vive em berço de ouro, em uma casa cheia de empregados e luxos. Jim lança o planador no ar, entra no caça derrubado e, acompanhado pela trilha de John Williams, enfrenta o avião de brinquedo, fingindo atirar com as metralhadoras do caça. É uma guerra de mentira, uma fantasia do garoto transformada em realidade através da competência de Spielberg em lidar com os fundamentos do cinema, criando uma batalha aérea através de movimentos de câmera (fotografia de Allen Daviau), edição cuidadosa (do colaborador habitual, Michael Kahn) e da música de John Williams. A fantasia termina quando, ao ir buscar o planador do outro lado de um monte, Jim dá de cara com um grupo de soldados japoneses de tocaia. A cena é tensa, mas Jim não consegue ver o japoneses como inimigos, tamanha é sua admiração por eles. A batalha de fantasia entre Jim e seu avião de brinquedo representa a inocência do garoto, ainda querido por pai e mãe e com tudo a seu favor.
Logo após o bombardeio a Pearl Harbor (dezembro de 1941), os japoneses saíram da tocaia e avançaram sobre Shanghai, expulsando milhares de estrangeiros que ainda estavam na cidade. Entre eles estavam os pais de Jim, que acabam se separando do filho no meio da multidão. A perda da infância de Jim é representada pelo simples plano de um aviãozinho de metal caindo ao chão; o garoto se abaixa para pegá-lo e se solta da mãe. Em desespero, Jim vagueia por Shanghai em busca dos pais, depois vai até sua casa, que foi abandonada às pressas e saqueada pelos empregados. Em longas e elaboradas cenas, Spielberg mostra como o garoto tenta manter alguma "normalidade" dentro casa vazia, comendo o que restou dos mantimentos sentado civilizadamente à mesa. Quando o "tic-tac" do relógio para, porém, um close no rosto do garoto mostra que uma parte da vida dele morreu para sempre. É hora de crescer.
Ele volta a Shanghai, onde conhece Basie (o grande John Malkovich), um aventureiro americano que fica impressionado com a educação do menino, que usa palavras rebuscadas ("Opulence", repete Malkovich, rindo sozinho). A atenção do americano, porém, não pode ser confundida com amizade. Ele tenta vender o garoto no mercado negro, mas ele está tão fraco que ninguém o quer. Jim e Basie acabam capturados pelos japoneses e enviados a um campo de prisioneiros, onde acontece a segunda cena chave do filme.
Outro avião
A chegada de Jim ao campo de prisioneiros é outra sequência cuidadosamente encenada por Spielberg. O que poderia ser um momento trágico para o garoto acaba sendo visto pela mente do menino como um momento mágico. O campo de prisioneiros fica ao lado de uma pista de onde partem vários caças "Zero", e a visão de um deles atrai Jim como uma mariposa a uma lâmpada. Spielberg aumenta a carga visual e emocional da cena colocando centenas de faíscas saindo do avião, do qual Jim se aproxima com reverência. Ele estende as mãos mas mal consegue tocá-lo. O Sargento Nagata (Masato Ibu) grita com o garoto e chega a destravar a arma, quando sua atenção é desviada pela chegada de três pilotos kamikaze, vestindo seus uniformes. É um momento especial para Jim, que faz continência para os pilotos, que se perfilam e respondem à saudação. Ao fundo, pode-se ver o Sol vermelho no horizonte.
Algumas cenas antes, Jim corria pelas ruas de Shanghai gritando "eu me rendo" aos soldados japoneses que ele encontrava. Não era só um pedido de ajuda, mas de atenção. O menino que tinha tudo, de repente, era invisível em meio ao caos da guerra. A continência trocada entre Jim e os pilotos japoneses é a típica cena "spielberguiana" de ação e reação, mensagem e feedback. De elicitar a empatia do público. Para Jim, significa ser aceito entre os ases da aviação que ele tanto venerava.
Cadilac dos Céus
Jim passa três anos no campo de prisioneiros, procurando se manter ocupado. Ele auxilia o Dr. Rawlins (Nigel Havers) no hospital do campo, ajuda o Sr. Maxton (Leslie Phillips) na fila das refeições e cuida de diversas tarefas para Basie, que se tornou uma espécie de líder informal dos americanos internados no campo. A relação de Basie e do garoto continua ambígua. Jim admira a esperteza do americano, que retribui tratando o garoto não como uma criança, mas (aparentemente) como a um igual. Jim rouba sabonetes do Sargento Nagata, alimentos da horta do hospital e cuida da roupa do americano, que retribui não só com revistas "Life", mas permitindo que o garoto participe da sua zona de influência. Quando Basie quer descobrir se o campo além da cerca é minado, no entanto, ele não hesita em enviar Jim em uma missão potencialmente suicida, sob o pretexto de instalar umas "armadilhas" para apanhar pássaros. Outra figura importante para Jim é a Sra. Victor (Miranda Richardson), que Jim vê como um misto de mãe e figura sexual. Há uma cena rara na carreira de Spielberg em que ele mostra Jim, à noite, espiando a Sra. Victor fazendo amor com o marido.
Com a aproximação do final da guerra, aviões americanos são vistos com frequência cada vez maior sobrevoando o campo de prisioneiros. Uma das sequências mais famosas e ambiciosas do filme começa com o nascer do Sol, símbolo do Império do Japão que Spielberg faz questão de enquadrar em momentos chave da trama. Jim havia sido expulso por Basie do alojamento americano; triste e ressentido, ele assiste a uma cerimônia de graduação de pilotos kamikaze do outro lado da cerca. Ele então começa a cantar uma música dos tempos do coral na escola (Suo Gan, tradicional cantiga de ninar do País de Gales), que John Williams mescla à trilha do filme. Os caças japoneses parecem bailar no céu, em frente ao Sol, quando começa o ataque americano.
Jim sobe em um dos prédios abandonados para ver de perto os Mustang P-51, os elegantes caças americanos que realizam o ataque. Spielberg rodou a sequência em um take, utilizando várias câmeras rodando ao mesmo tempo (segundo o documentário "Uma Odisseia na China", que conta o making of do filme, Christian Bale ficou tão impressionado com os aviões que se esqueceu de interpretar; seus closes foram filmados pelo próprio Spielberg rapidamente, em seguida, para se aproveitar da fumaça e do fogo do cenário).
A liberação do campo é, também, a libertação de Jim. Sua devoção pelos ases japoneses é transferida para os pilotos americanos e seus poderosos P-51, que o garoto chama, aos gritos, de "Cadilac dos céus". E aqui também, claro, Spielberg faz um diálogo cinematográfico. Quando Jim está no alto do prédio ele vê um P-51 vindo em sua direção. O piloto, de dentro do avião, também o vê e acena para ele. Jim grita em puro êxtase cinematográfico.
É, também, o momento em que ele volta à realidade; ao ser confrontado pelo Dr. Rawlins, Jim confessa que não se lembra como eram seus pais. Vale lembrar que Christian Bale, que se tornaria um astro no futuro, tinha apenas 13 anos na época e apresenta uma interpretação impressionante.
The End
O filme, provavelmente, deveria ter terminado por aqui, ou um pouco mais para frente. Mas este é um filme de excessos, lembram-se? "Império do Sol" ainda estica por um longo tempo, mostrando o êxodo dos prisioneiros pela China, a descoberta de um estádio cheio dos artigos de luxo saqueados das casas dos britânicos, a morte da Sra. Victor, a explosão da bomba de Nagazaki, a volta de Jim para o campo e assim por diante. Spielberg estava inspirado. Quando finalmente Jim encontra com os pais e a mãe lhe dá um abraço, um close nos olhos do garoto não mostram uma criança, mas um homem velho, que passou pelo inferno para conseguir sobreviver e, finalmente, voltar ao lar.
"Império do Sol" pode não ser tão redondo como "E.T.", divertido como os filmes de Indiana Jones ou relevante quanto "A Lista de Schindler" mas, em meio a todos os seus excessos, é um dos trabalhos mais impressionante da carreira de Steven Spielberg. A perda da inocência tanto de Jim quanto de Steven Spielberg (que passaria a fazer filmes considerados mais "sérios" dali para a frente) é lenta e dolorosa, mas cinematograficamente espetacular.
Câmera Escura
quarta-feira, 5 de março de 2014
Vidas ao Vento
Tecnicamente, o filme é um assombro. Hayao Miyazaki, além de roteirista, diretor e produtor, costuma desenhar pessoalmente várias das sequências animadas, com seu traço característico. Vale notar também o inventivo trabalho de som; quase todos os efeitos sonoros, dos motores dos aviões ao rugido do terremoto, foram feitos através de vozes humanas. A trilha sonora é do tradicional colaborador de Miyazaki, o ótimo Jou Hisaishi. É possível ver ecos e referências de vários trabalhos anteriores do mestre japonês, assumidamente fanático por máquinas voadoras. Há cenas que lembram "Nausicaa do Vale dos Ventos" (1984), "O Castelo no Céu" (1986) e "Porco Rosso" (1992). Alguns momentos são técnicos demais, como nas cenas em que vemos dezenas de jovens engenheiros vibrando por causa de um novo tipo de rebite usado nas asas, por exemplo. Estas cenas ficam bem longe da deliciosa fantasia de "Ponyo" (2008). Em meio a tudo isso, porém, há ainda espaço para uma delicada história de amor entre Jiro e Naoko, uma garota tuberculosa por quem ele é apaixonado. Workaholic convicto, porém, o relacionamento dos dois se resume às poucas oportunidades em que ele não está trabalhando. "Se houvesse uma competição para ver quem consegue usar usa régua de cálculo com uma mão só, eu ganharia", diz Jiro em uma cena tocante em que Naoko se recusa a soltar a mão do marido.
Se for mesmo o último trabalho de Hayao Miyazaki, será uma bela despedida. É um filme longo, contraditório e político que consegue ser, ao mesmo tempo, mágico. É um feito e tanto.
Câmera Escura
sexta-feira, 17 de agosto de 2012
Corações Sujos
quarta-feira, 6 de junho de 2012
À Espera de Turistas
sábado, 4 de junho de 2011
X-Men: Primeira Classe
A série de filmes "X-Men" começou em 2000 em filme dirigido por Bryan Singer. A produção já mostrava que os estúdios Marvel estavam falando sério ao transpor o universo de mutantes dos quadrinhos para o cinema. O elenco, em especial, chamava a atenção. Patrick Stewart (que já havia sido o capitão Jean-Luc Piccard na série Star Trek: A Nova Geração) interpretava o mentor dos mutantes "do bem", Charles Xavier, e Ian McKellen era Magneto, o chefe dos mutantes "do mal". Hugh Jackman era o carismático Wolverine e atores e atrizes como Famke Janssem, Halle Berry, James Marsden, Brian Cox, entre outros, completavam o time. "X-Men 2" (2003) era melhor que o primeiro e avançava na metáfora de racismo e homofobia que os mutantes claramente representavam. A série ainda contou com "X-Men 3" (dirigido por Brett Ratner), que era mais do mesmo, e com um filme feito sobre Wolverine (2009), que era particularmente ruim.domingo, 31 de maio de 2009
Um ato de liberdade
Filmes do diretor Edward Zwick são sinônimo de bela fotografia, roteiro com tendências épicas, longa duração e uma dose a mais de açúcar do que o recomendado, mas são bons trabalhos. Foi assim com Tempo de Glória (1989), Lendas da Paixão (1994), O Último Samurai (2003) e Diamante de Sangue (2006).domingo, 17 de maio de 2009
Katyn
Em setembro de 1939, a Polônia foi invadida pela Alemanha nazista, dando início à II Guerra Mundial. Na época, a União Soviética ainda não estava do lado Aliado, pois mantinha um pacto de não-agressão com a Alemanha. Só quando Hitler avançou Europa adentro que os soviéticos cortaram relações com a Alemanha. Em 1939, os poloneses se encontravam divididos entre os nazistas, que invadiram pelo oeste, e pelos soviéticos, que vieram pelo leste.Na primeira cena do filme "Katyn", do veterano diretor polonês Andrzej Wajda (que está com 83 anos), vemos um grupo de refugiados poloneses sobre uma ponte, enfrentando a difícil decisão: fugir para o leste ou para o oeste? Uma delas é Anna (Maja Ostaszewska) que, com a filha Veronika, está à procura do marido, Andrzey (Artur Zmijewski), um oficial polonês prisioneiro dos soviéticos. Ele e outros oficiais são removidos para campos de prisioneiros na região de Smolensk, na União Soviética. Andrzei mantém um diário e envia várias cartas à esposa enquanto está preso. Entre quinze e vinte mil oficiais poloneses foram mantidos em campos soviéticos até que, misteriosamente, eles "desaparecem". As cartas pararam de chegar após abril de 1940, e milhares de corpos foram encontrados enterrados na floresta de Katyn. Os nazistas acusaram os soviéticos de um massacre; os russos, por sua vez, disseram que foram os nazistas os culpados.
O pai do diretor Andrzey Wajda era um dos oficiais mortos nesse massacre, no início da II Guerra Mundial. Wajda tem uma extensa carreira cinematográfica, que inclui filmes como "Danton" (1983), sobre a Revolução Francesa, com Gerárd Depardieu, e várias obras feitas sob a ocupação soviética na Polônia. Em "Katyn" ele filma com frieza e sobriedade, revelando aos poucos o drama das famílias polonesas que ficaram sem receber notícias de seus entes queridos por anos. Há cenas muito bonitas, como uma em que o exército polonês, trancafiado durante a véspera de Natal, se reúne para cantar com seu general. A câmera de Wajda sobe e a configuração dos prisioneiros entre os beliches do alojamento formam uma cruz. Pequenas histórias também são contadas, como a do oficial soviético que, usando de sua influência, consegue impedir que Anna e sua filha sejam presas pelo exército russo; há até lugar para um romance que dura apenas alguns minutos, quando uma garota salva um rebelde polonês da polícia soviética. Eles combinam de se encontrar no dia seguinte mas, em período de guerra, poucas promessas podiam ser cumpridas.
O filme não é linear e as cenas que descrevem o massacre foram deixadas para o final. Filmadas do ponto de vista dos soldados executados, elas são extremamente realistas e cruas, mostrando como cada soldado foi morto com um tiro na cabeça e jogado em uma vala comum pelos oficiais soviéticos. O massacre de Katyn foi motivo de debate por vários anos, sobre quem teria sido o verdadeiro autor. Tendo Hitler e um lado e Stalin do outro, fica realmente difícil imaginar quem foi pior para a Polônia. Wajda dá sua versão do massacre, baseada em estudos realizados no pós-guerra.
sexta-feira, 22 de agosto de 2008
Jogos do Poder
Outro dia falei aqui de "Leões e Cordeiros", de Robert Redford, e mencionei que lembrava algum episódio de "The West Wing", de Aaron Sorkin. Pois é, "Jogos de Poder" é um Sorkin "legítimo" e conta com uma equipe impressionante. O filme conta a história real de um congressista americano chamado Charlie Wilson (Tom Hanks), um mulherengo que dividia seu tempo entre o congresso em Washington e bordéis em Las Vegas, cercado de "strippers" e cocaína. Apesar deste caráter duvidoso, o filme mostra como Wilson, auxiliado por uma socialite de Houston (Julia Roberts) e um agente excêntrico da CIA (Philip Seymour Hoffman, excelente), ajudou a terminar com a Guerra Fria. Nos anos 80 a antiga União Soviética invadiu o Afeganistão e estava massacrando a população local com helicópteros e armamento pesado. A CIA tinha um orçamento anual de apenas 5 milhões de dólares para "operações especiais" (leia-se espionagem e sabotagem) no país. Wilson se interessa pela situação e pede para dobrar este orçamento, o que atrai a atenção de Joanne Herring (Julia Roberts), a 6a. mulher mais rica do Texas, que "encontrou Jesus" e quer tirar os comunistas do Afeganistão. Apesar de "religiosa", Joanne se envolve sexualmente com o mulherengo Wilson desde a primeira "reunião", e ambos decidem procurar ajuda para resolver o conflito no oriente. Usando os contatos de Joanne e contando com a ajuda do agente da CIA Gust Avrakotos, Wilson elabora um plano de fornecer armamento russo para os rebeldes afegãos contando com a ajuda de inimigos históricos como Israel e a Palestina. O armamento não pode ser americano porque, oficialmente, os Estados Unidos não estavam envolvidos no conflito. Extra-oficialmente, porém, os EUA elevaram cada vez mais o orçamento das operações secretas da CIA, chegando de 5 milhões anuais para até um bilhão de dólares. Com todo esse dinheiro, treinamento e armamento anti-helicópteros, os rebeldes afegãos conseguiram derrotar a União Soviética, que acabou ruindo alguns anos depois. A ironia é que estes afegãos, treinados pelos americanos, iriam se tornar o Taliban. sábado, 5 de abril de 2008
A Espiã













