domingo, 13 de agosto de 2023
Paraíso (Paradise, 2023)
domingo, 6 de agosto de 2023
A Vida Depois (The Fallout, 2021).
sábado, 5 de agosto de 2023
Sunshine: Alerta Solar (Sunshine, 2007)
quarta-feira, 2 de agosto de 2023
Rei dos Clones (King of Clones, 2023)
O que fica em aberto no documentário é até que ponto a clonagem humana (teoricamente) não foi para frente por questões éticas ou se foi algum impedimento científico mesmo. No começo dos anos 2000, Hwang Woo-Suk fazia promessas duvidosas a cadeirantes e outras pessoas com problemas físicos, dizendo que as faria andar novamente. Até o eterno Superman, Christopher Reeve, havia ouvido falar no médico "milagroso" coreano, que recebia milhões de dólares em investimento governamental e privado. É fato que os métodos do cientista eram questionáveis e ele gostava um pouco demais da fama que tinha; o caso é que ele não prometia clonar seres humanos, mas criar embriões que poderiam ser usados para gerar "órgãos de reposição" para seus doadores. Houve forte resistência internacional pelo medo da criação de "seres híbridos" e outras aberrações, mas qual o limite ético para a medicina? O documentário não explora muito as questões que levanta. Tá na Netflix.
quinta-feira, 27 de julho de 2023
Oppenheimer (2023)
Nimona (2023)
O tema da "aceitação", aliás, está por toda trama. Há um lado LGBT bastante presente na animação; ao contrário das tentativas modestas da Disney/Pixar em introduzir estes temas em seus filmes, fica bastante claro aqui, desde o início, que o cavaleiro Ballister tem como companheiro outro cavaleiro, Ambrósio (voz de Eugene Lee Yang). Há declarações de amor, mãos dadas e, perto do final, até um beijo entre os personagens. Há quem diga que a Disney abandonou o projeto por causa disso (embora seja discutível). Apesar de evidente, a questão LGBT também não é o tema central do filme. Questões de aceitação de tolerância estão presentes em várias animações recentes (eu me lembro de "Valente", da Pixar, entre outras). Como disse, a primeira parte pode ser um pouco irritante e barulhenta demais para um cara como eu (um velho do século XX), mas "Nimona" fica bastante bom mais para o final. Há quase 17 minutos de créditos! Tá na Netflix.
quinta-feira, 20 de julho de 2023
Missão: Impossível - Acerto de Contas Parte 1 (Mission: Impossible - Dead Reckoning Part One, 2023)
O curioso desses filmes é que, ao contrário de James Bond, é tudo bem assexuado. Há um bocado de mulheres bonitas soltando faíscas ao lado de Cruise, como Ferguson, Atwell, Kirby ou a canadense Pom Klementieff (que parece personagem de anime), mas o máximo que acontece é uns abraços e apertos de mão. Ethan Hunt já foi casado na série e a esposa (ou ex, não lembro mais) é mantida longe pela segurança dela, mas é curioso como, nos filmes recentes, ninguém mais transa (como diz um amigo meu). Ah, sim, este filme é só a primeira de duas partes; Cruise recentemente declarou que, assim como Harrison Ford, quer fazer filmes até os 80 anos, então é de se esperar que Missão: Impossível não vá embora tão cedo. Visto no cinema (cercado por fãs de Barbie).
terça-feira, 18 de julho de 2023
A Superfantástica História do Balão (2023)
Entre os entrevistados, o que me pareceu mais "escroto" nas declarações foi o antigo diretor musical do grupo, que fala das crianças como um produto a ser embalado e vendido. O Balão Mágico, impulsionado pelo programa na Globo, vendeu mais de 5 milhões de discos e fez parcerias com Djavan, Roberto Carlos, Fábio Jr., entre outros. O programa acabou porque as crianças, naturalmente, cresceram (Tob, novamente, ficou traumatizado por ter sido o primeiro cortado do grupo). O programa deles na Globo acabou substituído pelo "Xou da Xuxa" quando a loira foi contratada pela emissora em 1986. O documentário tem bastante material de arquivo, entrevistas, fotos e vídeos da época. É também relativamente curto, com apenas três episódios. Disponível na Star+.
Minha Nova Vida (How I Live Now, 2013)
As brincadeiras em paisagens verdes e rios gelados são interrompidas por uma ótima cena em que os jovens percebem os efeitos de uma bomba nuclear que estourou em Londres, a centenas de quilômetros de distância. As árvores são sacudidas por um forte vento e, do céu, cinzas começam a cair. Nos dias que se seguem, as pessoas são evacuadas de suas casas e encaminhadas para campos, mas os primos se escondem em um galpão na floresta e tentam permanecer juntos. É lá que um romance se inicia entre Daisy e Edmond. O filme fica bem mais sério e pesado quando Daisy e uma prima mais nova, Piper (Harley Bird) são separadas dos garotos e levadas para uma casa distante. O inimigo (que nunca é identificado) passa a atacar e as meninas têm que fugir por florestas cheias de corpos e estupradores. Kevin MacDonald mostra cenas mais pesadas do que eu esperava em um "romance adolescente". Gostei mais do que estava esperando. Disponível na HBO Max.
quarta-feira, 12 de julho de 2023
Caçada (Hunter Hunter, 2020)
O filme é escrito e dirigido por Shawn Linden, que é muito competente em criar suspense. Scorsese costuma dizer que "cinema é o que está ou não está dentro do quadro", e Linden cria boas cenas de suspense ao mostrar os atores olhando para alguma coisa que você não sabe o que é... e só depois revelar o quadro geral. O filme também é bom em mostrar os detalhes nada fáceis de se morar na floresta. Há várias cenas em que se mostram animais sendo caçados e limpos, para se obter a carne e a pele. O pai é orgulhoso e diz que esta é a vida que ele escolheu. Mãe e filha fazem o que podem, mas estão cada vez mais com fome (literalmente). A ameaça do lobo, aos poucos, dá lugar a algo muito mais sinistro e aterrorizante. Há uma cena de arrepiar. Disponível na HBO Max.
domingo, 9 de julho de 2023
A Extorsão (La extorsión, 2023)
É um bom suspense, embora a gente imagina que, sendo um filme argentino, ele seria melhor com Ricardo Darín, rs; mas Guillermo Francella não faz feio. Claro que a situação dele fica cada vez mais complicada, ainda mais quando um chefe de polícia começa a observá-lo de perto, tentando fazer com que ele entregue o esquema de extorsão do qual é vítima. O que haveria nas malas que ele leva à Europa? Quem mais estaria envolvido? Disponível na HBO Max.
Retorno da Lenda (Old Henry, 2021)
O filme é melhor do que a descrição. É feito de muitos silêncios, em boa interpretação de Tim Blake Nelson, que já fez vários papéis como coadjuvante (como em "E Aí, Meu Irmão, Cadê Você?", dos irmãos Coen). O filme se torna bem violento de tem um belo tiroteio no ato final. Tá na Netflix.
quarta-feira, 5 de julho de 2023
Silo (2023)
sexta-feira, 30 de junho de 2023
Indiana Jones e a Relíquia do Destino (Indiana Jones and the Dial of Destiny, 2023)
Bom, o tempo passou, a Disney comprou a Lucasfilm e um novo
Indiana Jones chega agora aos cinemas. É bom? Hmmmm. A direção é de James
Mangold, um cara bem competente, e Harrison Ford está de volta ao papel, com
quase 80 anos. O começo do filme, passado no final da II Guerra Mundial, é
bastante bom e seria tudo que a gente gostaria de ver em um filme de Indiana
Jones. Com um detalhe que atrapalha um pouco: Harrison Ford foi rejuvenescido
digitalmente, e é bastante estranho olhar para ele. O rosto dele está bem mais
jovem e, no geral, está bom, mas o seu cérebro sabe que alguma coisa está
errada. A cabeça às vezes é grande demais, o olhar é meio perdido. Mas é um bom
começo de filme. O mestre John Williams (91 anos!) compôs a trilha e James
Mangold faz o que pode para emular o estilo de direção de Steven Spielberg. E é
sempre um prazer ver Indiana Jones esmurrando nazistas.
Pulamos então para 1969, o ano do pouso dos astronautas na
Lua, e Indiana já é um senhor. Os colegas da faculdade em que ele leciona fazem
uma festa de aposentadoria ao som de "Garota de Ipanema", de Tom
Jobim. É então que uma figura do passado reaparece na vida de Indy, Helena
(Phoebe Waller-Bridge), uma afilhada de Jones e filha de um amigo. Ela está
procurando por uma "máquina" criada por Arquimedes que estaria em
poder de Indy (ou metade de uma máquina). Ao mesmo tempo, os nazistas estão na
cidade, também à procura do mesmo artefato. O líder deles é interpretado pelo
grande Mads Mikkelsen.
É um começo promissor... parece haver uma ligação afetiva
entre Indy e a moça; os nazistas são apropriadamente maus e ameaçadores. Phoebe
Waller-Bridge (de "Fleabag") é boa atriz e um bom páreo para Indiana
Jones, só que a personagem dela, ao invés de ser a companheira de Indy que
imaginamos que ela seria, acaba se tornando uma estranha antagonista. Ela rouba
a peça de Indy para tentar vender em um leilão no Marrocos, e há um bocado de
conflito desnecessário entre ela e Indiana Jones. É estranho também que Indy
carregue seu chapéu, camisa e chicote em uma malinha, como se fosse um uniforme
de super-herói, que ele veste quando precisa "virar Indiana Jones".
Há várias sequências em que se nota a falta que Spielberg faz (pouca gente sabe
movimentar uma câmera como ele).
A tal "relíquia do destino" não me pareceu um objetivo tão interessante quanto os dos outros filmes e, sinceramente, nunca havia ouvido falar sobre ela. Embora tente emular os Indiana Jones anteriores, o filme tem falhas estranhas, como não começar usando o símbolo da Paramount no cenário; as icônicas cenas dos mapas não aparecem por metade do filme e, de repente, são usadas aleatoriamente. E apesar de todos os filmes terem um momento “sobrenatural” em que questões como fé e razão são questionadas, há uma cena no terceiro ato deste filme que, para mim, forçou demais a barra. Tá, Indiana Jones já presenciou nazistas serem destruídos pela Arca da Aliança, já conversou com um cavaleiro medieval “imortal” , já viu um cara ter o coração arrancado do peito e coisas do tipo... mas há uma sequência em “Relíquia do Destino” em que tudo é simplesmente absurdo demais (assim como o rosto em computação gráfica de Harrison Ford parece fora de lugar, a cena simplesmente não cola). Mas...ok, acho que depende da tolerância de cada espectador.
Valeu a pena ver “Indiana Jones e a Relíquia do Destino”? Mais ou menos. É bom ver Harrison Ford vestido de Indy novamente? Sim... embora seja um pouco triste também. Heróis de verdade desaparecem no pôr-do-sol, como Spielberg queria ao final de “A Última Cruzada”. Lucas insistiu tanto que acabaram fazendo o “Indiana Jones vs Aliens” que ele sempre quis fazer em “Reino da Caveira de Cristal”. O pior pecado neste novo Indy é o fato de ser totalmente desnecessário, mas isso a gente já sabia desde que a ideia foi levantada. Harrison Ford, consciente da própria mortalidade, reviveu seus principais personagens nos últimos anos, seja Han Solo, Deckard ou, agora, Indiana Jones. É nostálgico e agridoce. Nos cinemas.
sábado, 24 de junho de 2023
Era uma vez um gênio (3000 years of longing, 2022)
Tilda Swinton é Alithea, uma acadêmica especializada em narrativas que vai participar de uma conferência em Istambul. Em um lojinha local ela encontra uma garrafa de vidro distorcida, que ela leva ao hotel. Ao limpar a garrafa na pia do banheiro, a tampa se solta e sai um gênio gigante interpretado por Idris Elba (com orelhas pontudas). Sim, pode até parecer o começo de uma história infantil, mas está longe disso.
O gênio, com de costume, oferece satisfazer três desejos da personagem de Swinton, mas a experiência dela diz que, geralmente, essas histórias não acabam bem. Ao invés de fazer os desejos, Alithea passa então a escutar a história de vida do gênio, que começa literalmente com a Rainha de Sabá. George Miller recria as histórias de Elba com atores e muitos efeitos especiais, que nem sempre funcionam direito. Grande parte do filme é passada dentro deste quarto de hotel, enquanto Alithea tenta decidir seus desejos e o gênio vai contando suas histórias. É bastante estranho, a bem da verdade.
Há muito simbolismo e mais de um toque de que a intelectual vivida por Swinton talvez não esteja bem da cabeça. Há ecos de uma tragédia no passado, envolvendo uma criança chamada Enzo. Na terceira parte, em Londres, quadros na parece e caixas no porão dão mais dicas sobre a vida de Alithea, mas nada fica muito claro. Se você embarcar no romance "infantil, excitante e estranho" da descrição, é um filme interessante, mas difícil, de encarar até o final. A direção de fotografia é do grande John Seale ("Estrada da Fúria", "O Paciente Inglês", "O ano em que vivemos em perigo") e a trilha sonora de Tom Holkenborg é bonita. Disponível na Amazon Prime.














