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domingo, 5 de outubro de 2014

Garota Exemplar

Ok, por onde eu começo? Provavelmente, por David Fincher. Que diretor hoje teria a capacidade de pegar uma trama rocambolesca e novelesca como a de "Garota Exemplar" e conseguir, primeiro: lhe  dar coesão; segundo: não entregar uma telenovela? Não conheço o livro de Gillian Flynn que serviu de base para o roteiro (adaptado pela própria Flynn), mas ele parece ter todos os elementos de um best seller de sucesso sensacionalista escrito por figuras como Sidney Sheldon ou Patricia Highsmith.

Fincher é um técnico consumado que construiu sua carreira a partir de videoclips meticulosamente dirigidos (como Vogue, de Madonna), comerciais de TV e como técnico da ILM, a empresa de efeitos especiais de George Lucas. Apesar de uma estréia cinematográfica mal sucedida em "Alien³" (1992), estabeleceu sua visão de mundo um tanto sinistra em filmes como "Se7en - Os Sete Pecados Capitais" (1995), "Clube da Luta"(1997) e o excepcional "Zodíaco" (2007). Apaixonou-se pelo cinema digital (Fincher é um dos principais usuários das câmeras RED) e levou a técnica ao limite em filmes como "A Rede Social" (2010), "Os homens que não amavam as mulheres" (2011) e a série "House of Cards", da Netflix. Fez até algumas bobagens pelo caminho, como "O Curioso Caso de Benjamin Button" (2008) e filmes divertidos, mas menores, como "Quarto do Pânico" (2002).

Todo este preâmbulo para voltarmos a "Garota Exemplar", do qual é difícil falar da trama (ou das múltiplas tramas) sem revelar seus segredos. Fincher subverte as convenções do thriller e entrega algo a mais, um olhar afiado sobre a sociedade do espetáculo criada pela mídia com a colaboração do público.

No dia do quinto aniversário de casamento de Nick (Ben Affleck, de "Argo") e Amy (Rosamund Pike, de "Jack Reacher - O Último Tiro"), ela desaparece em pleno ar. A polícia encontra traços de sangue pela casa e outras pistas de um suposto crime. Nick é o principal suspeito, mas ele parece tão perdido que, a princípio, a polícia pega leve com ele. Amy era muito bonita e havia sido uma escritora de sucesso; seu desaparecimento poderia ter sido causado por algumas figuras do passado, como um obcecado ex-namorado, Desi (interpretado por Neil Patrick Harris, da série "How I met you mother").


Os pais de Amy, que haviam sido da alta sociedade de Nova York, organizam uma campanha na mídia para encontrar a filha e comovem a nação. O comportamento de Nick é considerado estranho. Ele não parece tão abalado com o sumiço da esposa e não consegue interpretar o papel do "marido desesperado" em frente às câmeras. Ele está escondendo alguma coisa?

Os segredos do casal são revelados aos poucos através de uma montagem paralela que mistura cenas do presente com trechos lidos por Amy diretamente do diário dela. Ela descreve um casamento que começou de forma perfeita mas, aos poucos, foi sendo minado pela crise financeira e supostos atos violentos por parte de Nick.

Fincher e o roteiro de Flynn brincam o tempo todo com a percepção do público. Logo descobrimos que não podemos acreditar piamente nas informações apresentadas, nem mesmo nos supostos flashbacks contando a história do casal (dizem que Hitchcock sempre se arrependeu de ter usado um falso flashback em um de seus suspenses, "Pavor nos Bastidores", de 1950, mas o recurso é muito bem utilizado aqui).

"Garota Exemplar" não tem a seriedade contida de filmes anteriores de Fincher, como "Se7en", cujo roteiro, racionalmente, também não fazia muito sentido. As várias reviravoltas transformam o filme em uma série de episódios cada vez mais absurdos, que Fincher contrabalança com o aumento da sátira e até mesmo com comentários metalinguísticos dos personagens. É bem vinda a entrada de um advogado interpretado muito bem por Tyler Perry, que faz uma espécie de contraponto satírico aos fatos da trama. Todo o elenco, aliás, está muito bem (a começar por Affleck e Pike); destaques para Carrie Coon (muito parecida com Joan Cusack), que interpreta a irmã gêmea de Affleck, e Kim Dickens como a policial que é a "voz da razão" do filme.

O final, bastante irônico, pode decepcionar àqueles que esperam uma resolução tradicional. "Zodíaco" também não terminava da forma "redonda" que muitos queriam. "Garota Exemplar", com sua mistura de suspense, sensacionalismo, sexo e muito sangue, porém, é um dos melhores filmes do ano.

domingo, 18 de maio de 2014

Godzilla

O primeiro filme do monstro Godzilla foi lançado há 60 anos. O Japão havia sido devastado pela 2ª Guerra Mundial, tendo sofrido dois ataques nucleares, em 1945. Menos de dez anos depois o diretor Ishiro Honda lançou "Godzilla", que contava a história de um monstro acordado por um explosão nuclear. Ele fez tanto sucesso que gerou uma série de quase 30 filmes, inclusive uma versão americana (universalmente detestada) dirigida por Roland Emmerich ("Independence Day", "2012", "O Dia depois do Amanhã") em 1998.

Apesar do lagartão ter protagonizado alguns filmes japoneses neste novo milênio, era inevitável que Hollywood acabasse tentando novamente, o que aconteceu agora no aniversário de 60 anos do monstro. O responsável pelo filme é o diretor britânico Gareth Edwards, um garoto prodígio dos efeitos especiais que fez um longa metragem (chamado "Monstros"...claro) em 2010 em que foi diretor, produtor, roteirista e responsável pelos efeitos visuais. O novo "Godzilla", sem mais delongas, é uma decepção. Uma brilhante campanha publicitária criou trailers cheios de suspense em que pouca coisa era revelada; alguns usaram até a música do romeno Gyorgy Ligeti (usada em "2001 - Uma Odisseia no Espaço") e a narração de J. Robert Oppenheimer (o criador da Bomba Atômica) para da um ar mais "sério" ao filme. Pouco se via do próprio Godzilla ou detalhes do roteiro.

(Atenção, o texto abaixo contém SPOILERS sobre o filme. Caso não queira saber detalhes, leia somente depois de vê-lo)


O filme que chega aos cinemas, no entanto, está longe das boas sacadas da campanha publicitária. A começar pelo fato de que Bryan Cranston (famoso pela série "Breaking Bad", mas que também esteve em bons filmes como "Drive" e "Argo") não só não é o protagonista como "desaparece" rapidamente, deixando o filme nas costas de Aaron Taylor-Johnson (de "Anna Karenina"). O vazio deixado pela morte precoce de Cranston é enorme e o filme cai nos clichês de sempre. Johnson é um soldado americano que precisa "voltar para a família" e, convenientemente, é um especialista em bombas, o que já deixa implícito como é que o filme vai terminar. Dois monstros chamados  de "Muto" causam destruição por onde passam e o exército quer tentar matá-los usando bombas nucleares, mesmo tendo sido alertados pelo personagem interpretado pelo japonês Ken Watanabe de que eles se alimentam de radiação. Ele tenta também convencer os americanos de que o melhor é deixar a "Natureza encontrar seu equilíbrio" na forma de Godzilla, um lagarto de centenas de metros de altura que, neste filme, não é o vilão que fomos levados a acreditar. Além disso, o diretor fica brincando de esconde-esconde com Godzilla e os monstros e, estranhamente, deixa de mostrar quase todos os confrontos entre eles, preferindo cortar para os personagens humanos, ainda mais superficiais que os bichões digitais, ou para reportagens na TV. Se a proposta ao menos fosse como a do (tremendamente superior) "Cloverfield", produzido por J.J. Abrams, em que o monstro era visto propositalmente apenas de relance, ainda daria para entender. Do modo como foi feito por Edwards, a opção não faz sentido. E como explicar que a explosão de uma bomba nuclear na baía de São Francisco não cause a morte de toda a cidade?

Bons atores como David Strathairn, Ken Watanabe, Sally Hawkins (de "Blue Jasmine") e Juliette Binoche estão desperdiçados em personagens patéticos ou clichês, e Aaron Taylor-Johnson (que mantém a mesma expressão facial o filme todo) simplesmente não tem carisma para segurar a trama sozinho. O filme (ruim) de 1998, ao menos, sabia se divertir com as próprias falhas.

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Vencedores OSCAR 2013

Em ordem de apresentação:

Ator Coadjuvante:

vencedor: Christoph Waltz ("Django Livre")
Philip Seymour-Hoffman ("O mestre")
Robert De Niro ("O lado bom da vida")
Tommy Lee Jones ("Lincoln")
Alan Arkin ("Argo")

Curta de animação:

Vencedor: "Paperman"
"Adam and dog"
"Fresh guacamole"
"Head over heels"
"Maggie Simpson in 'The Longest Daycare'"

Animação
vencedor: "Valente"
"Frankenweenie"
"ParaNorman"
"Piratas pirados!"
"Detona Ralph"

Fotografia
vencedor: Claudio Miranda ("As Aventuras de Pi")
"Anna Karenina"
"Django livre"
"Lincoln"
"007 – Operação Skyfall"


Efeitos especiais
vencedor: "As Aventuras de Pi"
"O hobbit: Uma jornada inesperada"
"As aventuras de Pi"
"Os vingadores"
"Prometheus"
"Branca de Neve e o caçador"

Figurino
vencedor: "Anna Karenina"
"Os miseráveis"
"Lincoln"
"Espelho, espelho meu"
"Branca de Neve e o caçador"

Maquiagem
vencedor: "Os Miseráveis"
"Hitchcock"
"O hobbit: Uma jornada inesperada"

Melhor curta-metragem
vencedor: "Curfew"
"Asad"
"Buzkashi boys"
"Death of a shadow (doos van een schaduw)"
"Henry"

Documentário em curta-metragem
vencedor: "Inocente"
"Kings point"
"Mondays at Racine"
"Open heart"
"Redemption"

Documentário em longa-metragem
vencedor: "Searching for a sugar man"
"5 broken cameras"
"The gatekeepers"
"How to survive a plague"
"The invisible war"

Filme estrangeiro
vencedor: "Amour", de Michael Haneke
"No" (Chile)
"War witch" (Canadá)
"O amante da rainha" (Dinamarca)
"Kon-tiki" (Noruega)

Mixagem de som
vencedor: "Os Miseráveis"
"Argo"
"As aventuras de Pi"
"Lincoln"
"007 – Operação Skyfall"

Edição de som
vencedor: "A hora mais escura" e "007 - Operação Skyfall"
"Argo"
"Django livre"
"As aventuras de Pi"

Atriz coadjuvante
vencedora: Anne Hathaway ("Os Miseráveis")
Sally Field ("Lincoln")
Jacki Weaver ("O lado bom da vida")
Helen Hunt ("As Sessões")
Amy Adams ("O mestre")

Edição
vencedor: "Argo"
"A vida de Pi"
"Lincoln"
"A hora mais escura"
"O lado bom da vida"

Direção de arte/cenários
vencedor: "Lincoln"
"Anna Karenina"
"O hobbit: Uma jornada inesperada"
"Os miseráveis"
"A vida de Pi"

Trilha sonora original
vencedor: Mychael Danna ("As aventuras de Pi")
Dario Marianelli ("Anna Karenina")
Alexandre Desplat ("Argo")
John Williams ("Lincoln")
Thomas Newman ("007 – Operação Skyfall")


Canção original
vencedor: "Skyfall", de "007 - Operação Skyfall" – Adele (música e letra)
"Before my time", de "Chasing ice" – J. Ralph (música e letra)
"Everybody needs a best friend", de "Ted" – Walter Murphy (música) e Seth MacFarlane (letra)
"Pi's lullaby", de "As aventuras de Pi" – Mychael Danna (música) e Bombay Jayashri (letra)
"Suddenly", de "Os miseráveis" – Claude-Michel Schönberg (música), Herbert Kretzmer (letra) e Alain Boublil (letra)

Roteiro adaptado
vencedor: Chris Terrio ("Argo")
Lucy Alibar e Benh Zeitlin ("Indomável sonhadora")
David Magee ("As aventuras de Pi")
Tony Kushner ("Lincoln")
David O. Russell ("O lado bom da vida")

Roteiro original
vencedor: Quentin Tarantino ("Django Livre")
Michael Haneke ("Amor")
John Gatins ("Voo")
Wes Anderson e Roman Coppola ("Moonrise kingdom")
Mark Boal ("A hora mais escura")

Diretor
vencedor: Ang Lee ("As aventuras de Pi")
Michael Haneke ("Amor")
Benh Zeitlin ("Indomável sonhadora")
Steven Spielberg ("Lincoln")
David O. Russell ("O lado bom da vida)


Atriz
vencedora: Jennifer Lawrence ("O lado bom da vida")
Naomi Watts ("O impossível")
Jessica Chastain ("A hora mais escura")
Emmanuelle Riva ("Amor")
Quvenzhané Wallis ("Indomável sonhadora")

Ator
vencedor: Daniel Day-Lewis ("Lincoln")
Denzel Washington ("O Voo")
Hugh Jackman ("Os miseráveis")
Bradley Cooper ("O lado bom da vida")
Joaquin Phoenix ("O mestre")

....e finalmente:

Melhor Filme
vencedor: ARGO
"Indomável sonhadora"
"O lado bom da vida"
"A hora mais escura"
"Lincoln"
"Os Miseráveis"
"As aventuras de Pi"
"Amor"
"Django livre"
"Argo"

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

OSCAR 2013: Os Indicados

Já assistiu a todos os filmes indicados ao Oscar? Veja abaixo a lista dos filmes e artistas em competição e clique nos títulos para ler nossa opinião a respeito deles.

Melhor Filme

"Indomável sonhadora"
"O lado bom da vida"
"A hora mais escura"
"Lincoln"
"Os Miseráveis"
"As aventuras de Pi"
"Amor"
"Django livre"
"Argo"


Diretor
Michael Haneke ("Amor")
Benh Zeitlin ("Indomável sonhadora")
Ang Lee ("As aventuras de Pi")
Steven Spielberg ("Lincoln")
David O. Russell ("O lado bom da vida)

Ator
Daniel Day-Lewis ("Lincoln")
Denzel Washington ("O Voo")
Hugh Jackman ("Os miseráveis")
Bradley Cooper ("O lado bom da vida")
Joaquin Phoenix ("O mestre")


Atriz
Naomi Watts ("O impossível")
Jessica Chastain ("A hora mais escura")
Jennifer Lawrence ("O lado bom da vida")
Emmanuelle Riva ("Amor")
Quvenzhané Wallis ("Indomável sonhadora")

Ator coadjuvante
Christoph Waltz ("Django livre")
Philip Seymour-Hoffman ("O mestre")
Robert De Niro ("O lado bom da vida")
Tommy Lee Jones ("Lincoln")
Alan Arkin ("Argo")


Atriz coadjuvante
Sally Field ("Lincoln")
Anne Hathaway ("Os miseráveis")
Jacki Weaver ("O lado bom da vida")
Helen Hunt ("As Sessões")
Amy Adams ("O mestre")


Roteiro original
Michael Haneke ("Amor")
Quentin Tarantino ("Django livre")
John Gatins ("Voo")
Wes Anderson e Roman Coppola ("Moonrise kingdom")
Mark Boal ("A hora mais escura")

Roteiro adaptado
Chris Terrio ("Argo")
Lucy Alibar e Benh Zeitlin ("Indomável sonhadora")
David Magee ("As aventuras de Pi")
Tony Kushner ("Lincoln")
David O. Russell ("O lado bom da vida")


Filme estrangeiro
"Amor" (Áustria)
"No" (Chile)
"War witch" (Canadá)
"O amante da rainha" (Dinamarca)
"Kon-tiki" (Noruega)


Animação
"Valente"
"Frankenweenie"
"ParaNorman"
"Piratas pirados!"
"Detona Ralph"


Fotografia
"Anna Karenina"
"Django livre"
"As aventuras de Pi"
"Lincoln"
"007 – Operação Skyfall"

Edição
"Argo"
"A vida de Pi"
"Lincoln"
"A hora mais escura"
"O lado bom da vida"

Trilha sonora original
Dario Marianelli ("Anna Karenina")
Alexandre Desplat ("Argo")
Mychael Danna ("As aventuras de Pi")
John Williams ("Lincoln")
Thomas Newman ("007 – Operação Skyfall")


Documentário em longa-metragem
"5 broken cameras"
"The gatekeepers"
"How to survive a plague"
"The invisible war"
"Searching for a sugar man"

Documentário em curta-metragem
"Inocente"
"Kings point"
"Mondays at Racine"
"Open heart"
"Redemption"


Canção original
"Before my time", de "Chasing ice" – J. Ralph (música e letra)
"Everybody needs a best friend", de "Ted" – Walter Murphy (música) e Seth MacFarlane (letra)
"Pi's lullaby", de "As aventuras de Pi" – Mychael Danna (música) e Bombay Jayashri (letra)
"Skyfall", de "007 - Operação Skyfall" – Adele (música e letra)
"Suddenly", de "Os miseráveis" – Claude-Michel Schönberg (música), Herbert Kretzmer (letra) e Alain Boublil (letra)

Efeitos especiais
"As aventuras de Pi"
"Os vingadores"
"Prometheus"
"Branca de Neve e o caçador"


Edição de som
"Argo"
"Django livre"
"As aventuras de Pi"
"A hora mais escura"
"007 – Operação Skyfall"

Mixagem de som
"Argo"
"Os miseráveis"
"As aventuras de Pi"
"Lincoln"
"007 – Operação Skyfall"

Melhor curta-metragem
"Asad"
"Buzkashi boys"
"Curfew"
"Death of a shadow (doos van een schaduw)"
"Henry"

Curta-metragem de animação
"Adam and dog"
"Fresh guacamole"
"Head over heels"
"Maggie Simpson in 'The Longest Daycare'"
"Paperman"

Figurino
"Anna Karenina"
"Os miseráveis"
"Lincoln"
"Espelho, espelho meu"
"Branca de Neve e o caçador"


Direção de arte/cenários
"Anna Karenina"
"O hobbit: Uma jornada inesperada"
"Os miseráveis"
"A vida de Pi"
"Lincoln"

Maquiagem
"Hitchcock"
"Os miseráveis"
"O hobbit: Uma jornada inesperada"

Câmera Escura

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Vencedores Globo de Ouro 2013




Cinema

Melhor Filme – Drama
>>>"Argo"
"Lincoln"
"A hora mais escura"
"Django livre"
"As aventuras de Pi"

Melhor Filme – Comédia ou musical
>>>>"Os Miseráveis"
"O exótico hotel Marigold"
"Moonrise Kingdom"
"O lado bom da vida"
"Amor impossível"

Melhor diretor
>>>>Ben Affleck ("Argo")
Kathryn Bigelow ("A hora mais escura")
Ang Lee ("As aventuras de Pi")
Steven Spielberg ("Lincoln")
Quentin Tarantino ("Django Livre")

Melhor ator – Drama
>>>>Daniel Day-Lewis ("Lincoln")
Joaquin Phoenix ("O mestre")
Denzel Washington ("O voo")
Richard Gere ("A negociação")
John Hawkes ("As sessões")

Melhor ator – Comédia ou musical
>>>>Hugh Jackman ("Os miseráveis")
Jack Black ("Bernie")
Bradley Cooper ("O lado bom da vida")
Ewan McGregor ("Amor impossível")
Bill Murray ("Um fim de semana em Hyde Park")

Melhor atriz – Drama
>>>>Jessica Chastain ("A hora mais escura")
Marion Cotillard ("Ferrugem e osso")
Helen Mirren ("Hitchcock")
Naomi Watts ("O impossível")
Rachel Weisz ("The deep blue sea")

Melhor atriz – Comédia ou musical
>>>>Jennifer Lawrence ("O lado bom da vida")
Emily Blunt ("Amor impossível")
Judi Dench ("O exótico hotel Marigold")
Maggie Smith ("Quartet")
Meryl Streep ("Um divã para dois")

Melhor ator coadjuvante
>>>>Christoph Waltz ("Django livre")
Alan Arkin ("Argo")
Leonardo DiCaprio ("Django livre")
Philip Seymour Hoffman ("O mestre")
Tommy Lee Jones ("Lincoln")

Melhor atriz coadjuvante
>>>>Anne Hathaway ("Os miseráveis")
Amy Adams ("O mestre")
Sally Field ("Lincoln")
Helen Hunt ("As sessões")
Nicole Kidman ("The paperboy")

Melhor trilha original
>>>>Mychael Danna ("As aventuras de Pi")
Alexandre Desplat ("Argo")
Dario Marianelli ("Anna Karenina")
Tom Tyker, Johnny Klimek, Rein Holdheil ("A viagem")
John Williams ("Lincoln")

Melhor canção original
>>>>"Skyfall" ("007: Operação Skyfall")
"For you" ("Ato de valor")
"Not running anymore" ("Amigos inseparáveis")
"Safe and Sound ("Jogos vorazes")
"Suddenly" ("Os miseráveis")

Melhor roteiro
>>>>Quentin Tarantino ("Django livre")
Chris Terrio ("Argo")
Mark Boal ("A hora mais escura")
David O. Russell ("O lado bom da vida")
Tony Kushner ("Lincoln")

Melhor filme estrangeiro
>>>>"Amor" (Áustria)
"Kon-tiki" (Noruega)
"Intocáveis" (França)
"O amante da rainha" (Dinamarca)
"Ferrugem e osso" (França/Bélgica)

Melhor animação
>>>>"Valente" (2012)
"Frankenweenie" (2012)
"Hotel Transilvânia" (2012)
"A origem dos guardiões" (2012)
"Detona Ralph" (2012)


 TV
Melhor série de TV – Drama
>>>>"Homeland"
"Boardwalk empire"
"Breaking bad"
"Downton abbey"
"The newsroom"

Melhor série de TV – Musical ou comédia
>>>>"Girls"
"The big bang theory"
"Episodes"
"Modern family"
"Smash"

Melhor ator em série de TV – Drama
>>>>Damian Lewis ("Homeland")
Steve Buscemi ("Boardwalk empire")
Bryan Cranston ("Breaking bad")
Jeff Daniels ("The newsroom")
Jon Hamm ("Mad men")

Melhor atriz em série de TV – Drama
>>>>Claire Danes ("Homeland")
Connie Britton ("Nashville")
Glenn Close ("Damages")
Michelle Dockery ("Downton abbey")
Julianna Margulies ("The good wife")

Melhor ator em série TV – Comédia ou musical
>>>>Don Cheadle ("House of lies")
Alec Baldwin ("30 Rock")

Louis C.K. ("Louis"
)
Matt LeBlanc ("Episodes")

Jim Parsons ("The big bang theory")

Melhor atriz em série de TV – Comédia ou musical
>>>>Lena Dunham ("Girls")
Zooey Deschanel ("New girl")
Tina Fey ("30 Rock")
Julia Louis-Dreyfus ("Veep")
Amy Poehler ("Parks and recreation")

Melhor minissérie ou filme para TV
>>>>"Virada no jogo"
"The Girl"
"Hatfields & McCoys"
"The hour"
"Political animals"

Melhor ator em minissérie ou filme para a TV
>>>>Kevin Costner ("Hatfields & McCoys")
Benedict Cumberbatch ("Sherlock")
Woody Harrelson ("Virada no jogo")
Toby Jones ("The girl")
Clive Owen ("Hemingway & Gelhorn")

Melhor atriz em minissérie ou filme para a TV
>>>>Julianne Moore ("Virada no jogo")
Nicole Kidman ("Hemingway & Gelhorn")
Jessica Lange ("American horror story")
Sienna Miller ("The girl")
Sigourney Weaver ("Political animals")

Melhor ator coadjuvante em minissérie ou filme para a TV
>>>>Ed Harris ("Virada no jogo")
Max Greenfield ("New girl")
Danny Huston ("Magic city")
Mandy Patinkin ("Homeland")
Eric Stonestreet ("Modern family")

Melhor atriz coadjuvante em minissérie ou filme para TV
>>>>Maggie Smith ("Downton abbey")
Hayden Panettiere ("Nashville")
Archie Panjabi ("The good wife")
Sarah Paulson ("American horror story")
Sofia Vergara ("Modern family")

domingo, 30 de dezembro de 2012

Uma Lista para 2012

Todo final de ano surgem as listas dos "melhores do ano". Aqui no Câmera Escura não poderia ser diferente, mas vou evitar falar em "melhores". Esta é uma lista para 2012. Filmes que, de alguma forma, chamaram a atenção, sem nenhuma ordem específica. Deixei de lado alguns que foram exibidos em 2012 aqui no Brasil, mas foram lançados ano passado nos Estados Unidos. Divirtam-se.




Argo - Filme comercial de primeira. Ben Affleck mostrando que é ótimo diretor.

Looper - A ficção-científica do ano. Inteligente, ousado, comercial.

Drive - Estiloso, cool, muito bem interpretado e dirigido. Filme cult instantâneo.

Valente - A Pixar incorporando a Disney e fazendo uma boa animação com uma personagem forte.

Elefante Branco - Pablo Tapero e Ricardo Darín mais uma vez chocando e denunciando.

O Som ao Redor - Estréia de Kleber Mendonça Filho no longa-metragem. Redondo, perto da perfeição.

Histórias que só existem quando lembradas - Filme nacional que quase ninguém viu. Uma joia escondida.


Eu receberia as piores notícias de seus lindos lábios - Beto Brant e Renato Ciasca em um filme pesado com grandes interpretações de Camila Pitanga (surpreendente) e Zecarlos Machado.

As Neves do Kilimanjaro - Bom filme europeu com mensagem social importante.

O Porto - Pequena obra-prima, para não perder.

Tomboy - História sensível de uma garota que pensa (ou quer) ser um menino.

As Mulheres do Sexto Andar - Gostosa comédia francesa sobre o choque de culturas e classes sociais.



domingo, 11 de novembro de 2012

Argo

"Argo" é o terceiro filme dirigido por Ben Affleck que, como ator, é bastante limitado. Como diretor, porém, Affleck atingiu a maturidade com este filme inteligente que, baseado livremente em fatos reais, é uma boa mistura de entretenimento e suspense. Em novembro de 1979, a embaixada americana no Irã foi invadida por uma multidão que apoiava o Aiatolá Khomeini. Vários americanos foram feitos reféns mas, durante a confusão, seis diplomatas conseguiram fugir para a casa do embaixador do Canadá, onde ficaram escondidos por várias semanas, aguardando serem resgatados.

Ben Affleck interpreta Tony Mendez, um especialista da CIA em repatriar reféns. Ele é chamado pelo Departamento de Estado para dar sua opinião e, após refutar vários planos (um deles sugeria que os reféns pedalassem 500 quilômetros até a fronteira ao norte), criou um plano tão absurdo que poderia dar certo. Inspirado pelos filmes de ficção-científica e fantasia que viraram moda nos Estados Unidos no final dos anos 1970 (principalmente após o lançamento de "Star Wars", em 1977), Mendez sugere que a CIA crie uma companhia de cinema fictícia que iria procurar por locações exóticas no oriente para um filme B chamado "Argo". Para dar mais verossimilhança à ideia, Mendez contrata um produtor real de Hollywood chamado Lester Siegel (o ótimo Alan Arkin) e um especialista em efeitos especiais chamado John Chambers (o igualmente competente John Goodman). Os dois ficam responsáveis por espalhar  por Hollywood a notícia de que "Argo" é uma produção real, inclusive promovendo uma leitura de roteiro e publicando cartazes  do filme em jornais e revistas especializadas como a "Variety". Mendez então viaja ao Irã para treinar os seis reféns americanos, que fingiriam ser a equipe de filmagem de "Argo" e, se tudo desse certo, sairiam do país diretamente pelo aeroporto internacional, debaixo dos narizes da polícia fanática do aiatolá.

O filme é uma junção competente de filme de suspense, espionagem e, de quebra, mostra os bastidores de Hollywood. O roteiro (de Chris Terrio) lembra bastante "Mera Coincidência" (1997), de Barry Levinson, em que um produtor de Hollywood (Dustin Hoffmann) era contratado para criar uma guerra fictícia e desviar a atenção da imprensa de um escândalo da Casa Branca. Alan Arkin e John Goodman estão muito bem como produtores reais criando um filme irreal. Hollywood é uma força tão grande na imaginação coletiva mundial que a ideia "maluca" de Mendez de dizer que está no Irã para fazer um filme de ficção-científica em plena crise dos reféns não soa inverossímil. Há uma cena muito boa que mostra os guardas iranianos maravilhados com o "storyboard" de "Argo" enquanto o oficial superior tenta checar a história de Affleck. A recriação de época é muito boa e o filme transporta o espectador para o início dos anos 1980. Ben Affleck ficou tão orgulhoso com este aspecto do filme que "Argo" termina comparando imagens reais da época com outras recriadas para o filme. "Argo" estreou bem no mundo todo e há grandes chances de ser escolhido um dos candidatos ao próximo Oscar. Vale lembrar que Ben Affleck, junto com Matt Damon, já tem um Oscar de "Melhor Roteiro Original" por "Gênio Indomável", filme que escreveu em 1997.

Um aspecto que deve ser mencionado é o fato de que as relações entre os EUA e o Irã hoje vão de mal a pior, com grandes chances de uma intervenção militar por causa de supostas armas nucleares que o Irã estaria fabricando. Um filme como "Argo", que mostra os iranianos como fanáticos ignorantes, cai facilmente no gosto do público no momento político atual. Independente disso, é um ótimo filme de entretenimento, que pode dar a Affleck uma indicação ao Oscar de Melhor Diretor.